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Plasma rico em plaquetas (PRP)

O plasma rico em plaquetas é eficaz no tratamento da disfunção olfatória relacionada à COVID-19?

Resposta curta: A revisão sistemática indica que o PRP pode ser uma opção terapêutica segura, eficaz e promissora para a disfunção olfatória relacionada à COVID-19, com graus variáveis de melhora. Os achados, porém, vêm de poucos estudos e os autores recomendam pesquisas de maior escala para confirmar a eficácia.

Resposta

A disfunção olfatória é um problema prevalente, com número significativo de casos atribuídos à COVID-19, incluindo anosmia, hiposmia e parosmia. Esta revisão sistemática teve como objetivo avaliar a efetividade do plasma rico em plaquetas (PRP) no tratamento da disfunção olfatória relacionada à COVID-19.

Os autores conduziram busca abrangente da literatura em Medline, Scopus, Directory of Open Access Journals (DOAJ) e Google Scholar, desde o início até 22 de dezembro de 2022. Foram elegíveis pacientes com COVID-19 confirmada e disfunção olfatória, medida de forma objetiva e/ou subjetiva, que receberam tratamento com PRP. O estudo seguiu protocolo pré-especificado registrado no PROSPERO e as diretrizes PRISMA.

Foram incluídos quatro estudos, com 233 pacientes. O grau de melhora foi avaliado por escores threshold-discrimination-identification (TDI) no basal e 1 e 2 meses após a injeção de PRP. A parosmia foi avaliada por escores da Visual Analog Scale (VAS). O tratamento com injeções de PRP resultou em graus variáveis de melhora.

Os autores concluem que as injeções de PRP podem ser consideradas opções terapêuticas seguras, eficazes e promissoras, conforme revelado pelos estudos agrupados. A revisão sistemática indicou que o PRP pode ser um tratamento eficaz para a disfunção olfatória relacionada à COVID-19.

Apesar desse sinal favorável, os próprios autores ressaltam a necessidade de estudos adicionais de grande escala para investigar melhor a eficácia do PRP no tratamento da disfunção olfatória após a COVID-19. O resumo não detalha o desenho individual dos estudos incluídos nem o perfil dos pacientes além dos critérios de elegibilidade.

O que o estudo mostrou

Trata-se de revisão sistemática com busca em Medline, Scopus, DOAJ e Google Scholar até 22 de dezembro de 2022, protocolo registrado no PROSPERO e adesão ao PRISMA. Foram incluídos quatro estudos com 233 pacientes com COVID-19 confirmada e disfunção olfatória tratados com PRP. A melhora foi medida por escores TDI no basal e 1 e 2 meses após a injeção, e a parosmia pela VAS. Houve graus variáveis de melhora, e o PRP foi considerado seguro, eficaz e promissor.

Limitações

O resumo não informa o desenho individual dos estudos incluídos, a presença de grupo controle, o risco de viés ou a heterogeneidade entre os estudos. O número de estudos e de pacientes é pequeno, e os próprios autores afirmam que são necessários estudos de grande escala para confirmar a eficácia do PRP na disfunção olfatória pós-COVID-19.

Aplicação no consultório

O médico pode considerar o PRP como possibilidade terapêutica na disfunção olfatória relacionada à COVID-19, informando ao paciente que a evidência é preliminar e baseada em poucos estudos. Na gestão do consultório, vale avaliar a disponibilidade do procedimento, a estrutura para injeções e o acompanhamento com escores TDI e VAS no basal e após 1 e 2 meses, conforme descrito no resumo.

Estudo citado

Platelet-rich plasma for the treatment of COVID-19 related olfactory dysfunction: a systematic review. Rhinology, 2023.
Autores: AlRajhi B, Alrodiman OA, Alhuzali AF, Alrashed H, Alrodiman YA, Alim B.
DOI: 10.4193/Rhin23.168 · PubMed: PMID 37772881

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.