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Plasma rico em plaquetas (PRP)

O plasma rico em plaquetas é eficaz para o rejuvenescimento facial?

Resposta curta: Uma revisão sistemática com nove ensaios clínicos e dois estudos observacionais indica que o PRP pode melhorar rugas, textura e hidratação da pele, com efeitos histológicos que aumentam a densidade dérmica. No entanto, há discrepâncias nas técnicas de aplicação e doses, e mais estudos são necessários para definir o procedimento ideal.

Resposta

O plasma rico em plaquetas (PRP) tem sido estudado como opção para rejuvenescimento facial. Uma revisão sistemática recente avaliou a eficácia dessa terapia e concluiu que o PRP pode ser eficaz, com base em resultados histológicos e na percepção dos pacientes. Os estudos incluídos mostraram melhora clínica de rugas e textura da pele, além de efeitos histológicos como aumento da densidade dérmica, luminosidade e hidratação.

A revisão incluiu nove ensaios clínicos e dois estudos observacionais, todos com participantes maiores de 18 anos e uso exclusivo de PRP para rejuvenescimento facial. Os resultados clínicos foram favoráveis em quatro estudos, que relataram melhora das rugas e da textura cutânea. Histologicamente, o PRP induziu uma cascata de fatores de crescimento que contribuiu para esses efeitos.

Apesar dos achados positivos, os autores destacam discrepâncias entre os estudos quanto às técnicas de aplicação (tópica ou injetável) e às doses administradas. Essa heterogeneidade dificulta a padronização do procedimento. Eventos adversos foram raros, incluindo equimoses e edema causados pelas injeções, e ocasionalmente pápulas, descamação e ressecamento no local da injeção.

A conclusão da revisão é que o PRP pode ser eficaz para rejuvenescimento facial, mas são necessários mais estudos para determinar o procedimento mais adequado para sua administração. O registro PROSPERO está indicado, sugerindo que a revisão foi conduzida com protocolo definido.

Para o médico brasileiro, esses achados oferecem suporte para considerar o PRP como alternativa, mas reforçam a necessidade de individualizar a técnica e a dose, além de informar o paciente sobre a variabilidade dos resultados e a possibilidade de efeitos adversos leves.

O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática que incluiu nove ensaios clínicos e dois estudos observacionais, publicados entre novembro de 2022 e setembro de 2024. Foram selecionados estudos com participantes maiores de 18 anos, usando exclusivamente PRP para rejuvenescimento facial. Quatro estudos indicaram melhora clínica de rugas e textura da pele. Histologicamente, o PRP induziu uma cascata de fatores de crescimento que aumentou a densidade dérmica, reduziu rugas e melhorou a luminosidade e hidratação. Houve discrepâncias nas técnicas de aplicação (tópica ou injetada) e doses. Efeitos adversos foram raros: equimoses e edema por injeções, e ocasionalmente pápulas, descamação e ressecamento no local.

Limitações

O resumo não informa o número total de participantes, a duração do seguimento, nem o risco de viés dos estudos incluídos. Também não detalha as doses ou técnicas específicas utilizadas. As discrepâncias entre os estudos limitam a generalização dos resultados e a definição do procedimento ideal. A conclusão dos autores reforça a necessidade de mais estudos para determinar a administração mais adequada.

Aplicação no consultório

Na prática clínica, o PRP pode ser oferecido como opção de rejuvenescimento facial, com expectativa realista de melhora de rugas, textura e hidratação. É importante informar sobre a variabilidade das técnicas e doses, que ainda não estão padronizadas, e sobre a possibilidade de efeitos adversos leves como equimoses e edema. Para a gestão do consultório, isso implica investir em treinamento para padronizar a técnica, além de orientar o paciente sobre a necessidade de mais estudos para definir o melhor protocolo.

Estudo citado

Efficacy of platelet-rich plasma in facial rejuvenation: A systematic review. Enfermeria clinica, 2025.
Autores: Rodríguez-Castro MJ, Cortés-Rodríguez AE.
DOI: 10.1016/j.enfcle.2025.502161 · PubMed: PMID 40118148

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.