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Fibrina rica em plaquetas (PRF)

O uso de PRP ou PRF melhora a densidade mineral óssea e os desfechos clínicos em fraturas mandibulares?

Resposta curta: Segundo esta revisão sistemática com meta-análise, fraturas mandibulares tratadas com PRP ou PRF apresentaram densidade mineral óssea média significativamente maior aos 3 e aos 6 meses em relação aos controles, além de desfechos clínicos favoráveis. A certeza da evidência, porém, é limitada e faltam estudos em fraturas maxilofaciais não mandibulares.

Resposta

Esta revisão sistemática com meta-análise reuniu a evidência disponível sobre o emprego de plasma rico em plaquetas (PRP) e fibrina rica em plaquetas (PRF) no manejo de fraturas mandibulares e de outras fraturas maxilofaciais. A busca em bases eletrônicas foi conduzida até fevereiro de 2025, com critérios de inclusão predefinidos, e a qualidade metodológica foi avaliada com instrumentos específicos para ensaios clínicos randomizados e para estudos observacionais.

A meta-análise de efeitos aleatórios mostrou densidade mineral óssea média significativamente maior nos sítios de fratura mandibular tratados com PRP ou PRF, tanto aos 3 meses (127.33 [IC 95%: 49.40 a 205.26]) quanto aos 6 meses (41.47 [IC 95%: 17.79 a 65.15]) de seguimento, em comparação aos controles. A heterogeneidade foi avaliada pelo I² e a certeza da evidência foi classificada pelo sistema GRADE.

Para os desfechos clínicos não passíveis de meta-análise, foi feita síntese qualitativa. De forma consistente, os casos de fratura mandibular tratados com PRP ou PRF apresentaram redução da inflamação, cicatrização mais rápida dos tecidos moles, maior alívio da dor e melhor mobilidade mandibular.

Os autores concluem que PRP e PRF podem ter papel benéfico na cicatrização de fraturas mandibulares, mas ressaltam que a evidência global permanece limitada e que são escassos os estudos que avaliam seu uso em fraturas maxilofaciais não mandibulares. Pesquisas de alta qualidade são necessárias para confirmar esses achados e verificar sua aplicabilidade mais ampla.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática com meta-análise que incluiu estudos que preencheram os critérios de inclusão. A análise agrupada, com modelo de efeitos aleatórios, encontrou densidade mineral óssea média significativamente maior em fraturas mandibulares tratadas com PRP ou PRF aos 3 meses (127.33 [IC 95%: 49.40 a 205.26]) e aos 6 meses (41.47 [IC 95%: 17.79 a 65.15]) em relação aos controles. Também foram relatados, de forma consistente, redução da inflamação, cicatrização mais rápida de tecidos moles, maior alívio da dor e melhor mobilidade mandibular.

Limitações

O resumo não detalha o número de participantes nem as características individuais dos estudos incluídos. Os próprios autores afirmam que a evidência global permanece limitada e que são escassos os estudos em fraturas maxilofaciais não mandibulares. A certeza da evidência foi classificada pelo GRADE, mas o resumo não informa o nível atribuído, o que restringe a conclusão sobre a robustez dos achados.

Aplicação no consultório

Os achados apoiam considerar PRP ou PRF como adjuvantes no manejo de fraturas mandibulares, com potencial de favorecer a densidade mineral óssea e desfechos clínicos como dor, inflamação e mobilidade. Como a evidência é limitada, a indicação deve ser individualizada e discutida com o paciente. Na gestão do consultório, vale avaliar a estrutura necessária para obtenção e aplicação desses concentrados plaquetários e o impacto nos custos e no fluxo de atendimento.

Estudo citado

Effectiveness of platelet-rich fibrin or platelet-rich plasma in mandibular fracture management: A systematic review and meta-analysis. Journal of stomatology, oral and maxillofacial surgery, 2026.
Autores: Sivaramakrishnan G, Sridharan K, AlMuharraqi MA.
DOI: 10.1016/j.jormas.2025.102544 · PubMed: PMID 40915418

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.