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Fibrina rica em plaquetas (PRF)

A fibrina rica em plaquetas (PRF) melhora os desfechos clínicos e reduz a taxa de re-ruptura no reparo artroscópico de lesões do manguito rotador?

Resposta curta: Uma meta-análise de oito estudos com 219 pacientes não encontrou benefício da PRF na melhora dos desfechos clínicos ou na redução da taxa de re-ruptura em comparação ao placebo. A PRF não mostrou efeito superior no reparo artroscópico de lesões do manguito rotador.

Resposta

A meta-análise avaliou a eficácia e segurança da fibrina rica em plaquetas (PRF) no tratamento de lesões do manguito rotador. Foram incluídos oito estudos que compararam PRF versus placebo, totalizando 219 pacientes. A qualidade metodológica foi considerada, e as análises estatísticas foram realizadas com o software Stata 12.0.

Os resultados principais mostraram que a PRF não teve efeito significativo na redução da taxa de re-ruptura (RR = 1.30, 95% CI = 0.97 a 1.75; P = 0.082). Análises de subgrupo (fileira única ou dupla, volume e risco de viés) foram consistentes com esse achado. Não houve diferença significativa entre os grupos nas escalas American Shoulder and Elbow Surgeons, University of California at Los Angeles e Constant, nem na incidência de efeitos adversos (P > 0.05).

A conclusão dos autores é que a PRF não apresenta melhor efeito na melhora dos desfechos clínicos gerais e na taxa de re-ruptura no reparo artroscópico de lesões do manguito rotador. Portanto, os achados não suportam o uso rotineiro de PRF com a finalidade de melhorar esses desfechos.

Do ponto de vista prático, a decisão de utilizar PRF deve ser individualizada e baseada em evidências adicionais, considerando que esta meta-análise não demonstrou benefício claro. O resumo não informa detalhes sobre o tempo de seguimento ou características específicas dos pacientes incluídos.

O que o estudo mostrou

Meta-análise de oito estudos comparando PRF versus placebo em 219 pacientes com lesões do manguito rotador. A PRF não reduziu significativamente a taxa de re-ruptura (RR = 1.30, 95% CI = 0.97 a 1.75; P = 0.082). Não houve diferença significativa nas escalas American Shoulder and Elbow Surgeons, University of California at Los Angeles e Constant, nem nos efeitos adversos (P > 0.05). A conclusão foi que a PRF não melhora os desfechos clínicos gerais ou a taxa de re-ruptura no reparo artroscópico.

Limitações

O resumo não informa o tempo de seguimento dos estudos, as características detalhadas dos pacientes, ou a qualidade individual dos estudos incluídos. Além disso, o número total de pacientes é relativamente pequeno (219), o que pode limitar o poder estatístico para detectar diferenças. A heterogeneidade entre os estudos não é descrita no resumo.

Aplicação no consultório

Com base nesta meta-análise, o uso rotineiro de PRF no reparo artroscópico de lesões do manguito rotador não é suportado por evidências de benefício clínico ou redução de re-ruptura. No consultório, isso implica evitar oferecer PRF como padrão ou promessa de melhoria, discutindo com o paciente as incertezas e os custos envolvidos. A decisão compartilhada deve considerar a ausência de superioridade demonstrada e a necessidade de mais estudos.

Estudo citado

The efficacy and safety of platelet-rich fibrin for rotator cuff tears: a meta-analysis. Journal of orthopaedic surgery and research, 2018.
Autores: Mao XH, Zhan YJ.
DOI: 10.1186/s13018-018-0881-3 · PubMed: PMID 30103777

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.