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Visitas médicas grupais com mindfulness por telessaúde melhoram dor e interferência em pacientes com lombalgia crônica na atenção primária?

Resposta curta: Em ensaio clínico randomizado pragmático com 451 adultos com lombalgia crônica, o programa de visitas médicas grupais com mindfulness por telessaúde, entregue dentro da atenção primária, produziu melhora estatisticamente significativa no escore PEG em relação ao cuidado usual aos 6 meses, mas a diferença entre grupos não atingiu a diferença mínima clinicamente importante de 1 ponto.

Resposta

O estudo OPTIMUM avaliou se um programa de visitas médicas grupais com mindfulness, entregue por telessaúde como parte da atenção primária, melhora intensidade e interferência da dor em adultos com lombalgia crônica, comparado ao cuidado usual. Trata-se de um ensaio clínico randomizado com abordagem pragmática, conduzido em clínicas de atenção primária, com randomização 1:1 entre intervenção e controle.

A intervenção consistiu em um programa de 8 semanas de visitas médicas grupais com mindfulness, entregue por telessaúde e incorporado à atenção primária. O desfecho primário foi a mudança no escore PEG (dor, prazer de viver e atividade geral) do basal até o mês 6, considerando-se diferença mínima clinicamente importante média de pelo menos 1 ponto no PEG.

Nos resultados de intenção de tratar, a intervenção apresentou melhora estatisticamente significativa no PEG em comparação aos controles aos 6 meses (diferença entre grupos de -0,62; IC 95%, -1,02 a -0,23; P = .002), aos 8 semanas (diferença de -0,89; IC 95%, -1,27 a -0,51; P < .001) e aos 12 meses (diferença de -0,74; IC 95%, -1,14 a -0,34; P < .001).

Apesar da significância estatística, a diferença mínima clinicamente importante não foi atingida em nenhum momento avaliado. Os autores concluem que o programa, que incorporou clínicos de atenção primária, foi acessível e potencialmente escalável como tratamento não farmacológico para lombalgia crônica.

Para o médico, o achado sugere que o formato de visitas grupais com mindfulness por telessaúde é viável dentro do modelo de atenção primária e pode ser considerado como opção não farmacológica, ainda que o benefício médio observado entre grupos tenha ficado abaixo do limiar clinicamente importante definido no estudo.

O que o estudo mostrou

Ensaio clínico randomizado pragmático (OPTIMUM) com 451 adultos com lombalgia crônica atendidos em clínicas de atenção primária, randomizados 1:1 para intervenção de visitas médicas grupais com mindfulness por telessaúde por 8 semanas ou cuidado usual. Todos relataram interferência moderada da dor no basal. Houve melhora estatisticamente significativa no escore PEG aos 6 meses, 8 semanas e 12 meses, mas a diferença mínima clinicamente importante não foi atingida em nenhum momento.

Limitações

O resumo não detalha limitações metodológicas, características adicionais da amostra ou eventos adversos. O achado principal é que, embora haja significância estatística, a diferença entre grupos não alcançou a diferença mínima clinicamente importante de 1 ponto no PEG, o que limita a conclusão sobre relevância clínica percebida pelo paciente. O resumo também não informa adesão, custos ou dados de implementação.

Aplicação no consultório

O programa pode ser considerado como alternativa não farmacológica estruturada para lombalgia crônica, integrada à atenção primária e entregue por telessaúde, o que facilita acesso e potencial escalabilidade. Na gestão do consultório, o formato grupal pode ampliar a capacidade de atendimento e reduzir barreiras de deslocamento. Como o benefício médio ficou abaixo do limiar clinicamente importante, a expectativa deve ser discutida de forma realista com o paciente, e o programa pode ser combinado a outras estratégias.

Estudo citado

Mindfulness-Based Group Medical Visits for Persons With Chronic Low Back Pain: A Randomized Clinical Trial. JAMA internal medicine, 2026.
Autores: Morone NE, Faurot KR, Weinberg J, McTigue K, Roth I, Barnhill J, Gardiner P, Thomas HN, Lathren CR, Castro MG, Baez J, Lawrence S, Harr E, Elhadidy N, White AM, Nguyen PT, Dore G, Rodriguez R, Gaylord SA, Greco CM.
DOI: 10.1001/jamainternmed.2026.2186 · PubMed: PMID 42371634

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.