O plasma rico em plaquetas (PRP) é eficaz para rejuvenescimento da área periorbital, como rugas, hiperpigmentação e fotoenvelhecimento?
Resposta curta: Uma revisão sistemática com meta-análise de dezenove estudos e 455 pacientes mostrou que o PRP aumenta a satisfação dos pacientes em comparação a controles (solução salina, plasma pobre em plaquetas, mesoterapia e adjuvante ao laser), com efeito global p = 0,001. Também houve melhoras histológicas e avaliações cegas de rejuvenescimento. Estudos futuros são necessários para superar limitações.
Resposta
O plasma rico em plaquetas (PRP) é uma terapia cosmética não cirúrgica que vem sendo adotada mundialmente para rejuvenescimento periorbital, incluindo rugas, hiperpigmentação periorbital (POH) e fotoenvelhecimento. Esta revisão sistemática e meta-análise, a primeira a avaliar o PRP nessa região, reuniu dezenove estudos com 455 pacientes (95% mulheres, idade entre 28 e 60 anos).
Os estudos foram categorizados conforme os desfechos relatados: rugas (11 estudos), POH (7 estudos) e fotoenvelhecimento (6 estudos). Os pacientes foram tratados em média 3 vezes (variação de 1 a 8), com intervalos médios de 23 dias (variação de 14 a 56 dias) e seguimento médio de 3 meses (variação de 1 a 6 meses).
A meta-análise de 3 ensaios clínicos randomizados (RCTs) mostrou que pacientes tratados com PRP tiveram maior satisfação em comparação aos controles (solução salina, plasma pobre em plaquetas, mesoterapia e como adjuvante à terapia a laser), com efeito global p = 0,001 e heterogeneidade I2 = 64%. Além disso, o tratamento com PRP resultou em melhoras histológicas do fotoenvelhecimento, aumento das pontuações de satisfação subjetiva e avaliações cegas de aparência rejuvenescida da pele.
Os autores concluem que o PRP é promissor para patologias periorbitais, mas destacam a necessidade de estudos futuros que abordem as limitações da literatura atual, incluindo seguimento de longo prazo, delineamento da etiologia da POH tratada, RCTs com baixo risco de viés e ausência de conflitos de interesse ou patrocínio da indústria.
O que o estudo mostrou
Revisão sistemática e meta-análise de dezenove estudos (455 pacientes, 95% mulheres, idade 28-60 anos) sobre PRP para patologias periorbitais. Os estudos abordaram rugas (11), hiperpigmentação periorbital (7) e fotoenvelhecimento (6). A meta-análise de 3 ensaios clínicos randomizados mostrou aumento da satisfação dos pacientes com PRP em relação a controles (solução salina, plasma pobre em plaquetas, mesoterapia e adjuvante ao laser), com efeito global p = 0,001 e heterogeneidade I2 = 64%. Também houve melhoras histológicas, aumento de escores de satisfação subjetiva e avaliações cegas de rejuvenescimento.
Limitações
O resumo não informa detalhes sobre o desenho da maioria dos estudos incluídos (apenas 3 eram RCTs), nem sobre possíveis vieses. Os autores apontam que são necessários estudos com seguimento de longo prazo, melhor definição da etiologia da POH tratada, RCTs com baixo risco de viés e sem conflitos de interesse ou patrocínio da indústria. O resumo não fornece dados sobre eventos adversos ou tamanho de efeito absoluto.
Aplicação no consultório
Para o médico que atua em dermatologia ou estética, este estudo reforça que o PRP pode ser oferecido como opção não cirúrgica para rejuvenescimento periorbital, com respaldo de uma revisão sistemática. No consultório, é importante discutir com o paciente que a evidência ainda é limitada por poucos RCTs e heterogeneidade, e que o protocolo típico envolve múltiplas sessões (média de 3) com intervalos de cerca de 23 dias. A gestão pode incluir a padronização de protocolos e o acompanhamento dos resultados, alinhados às limitações apontadas.
Estudo citado
Rejuvenating the periorbital area using platelet-rich plasma: a systematic review and meta-analysis. Archives of dermatological research, 2021.
Autores: Evans AG, Ivanic MG, Botros MA, Pope RW, Halle BR, Glassman GE, Genova R, Al Kassis S.
DOI: 10.1007/s00403-020-02173-z · PubMed: PMID 33433716
Perguntas para aprofundar
- Qual é o protocolo de aplicação do PRP para rejuvenescimento periorbital em termos de número de sessões e intervalos?
- O PRP é eficaz para hiperpigmentação periorbital em comparação com outras modalidades?
- Quais são os riscos e eventos adversos do PRP na região periorbital?
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