Um programa de exercícios funcionais melhora a funcionalidade física em idosos com 60 anos ou mais?
Resposta curta: Sim. Esta revisão sistemática com meta-análise de ensaios clínicos randomizados mostrou que o treino funcional melhorou o índice de Barthel, a velocidade e a cadência da marcha, o equilíbrio pela Berg Balance Scale, o Timed Up and Go, o comprimento do passo, o Five Chair Stand e o escore de atividade física, sem alteração da força de preensão manual.
Resposta
Esta revisão sistemática com meta-análise reuniu ensaios clínicos randomizados para avaliar o efeito do treinamento funcional sobre parâmetros de funcionalidade física em adultos com 60 anos ou mais. As buscas foram feitas em bases como PubMed, MEDLINE, CINAHL, SPORTDiscus e Cochrane Library, e dezesseis artigos foram incluídos na análise.
Os resultados da meta-análise mostraram melhora significativa em diversos desfechos funcionais: índice de Barthel, velocidade da marcha, cadência da marcha, Berg Balance Scale, Timed Up and Go, comprimento do passo, Five Chair Stand e escore do questionário de atividade física para idosos. A força de preensão manual, porém, permaneceu sem alteração.
Os autores concluem que esses achados reforçam a importância de incorporar exercícios funcionais em intervenções voltadas ao envelhecimento saudável e à manutenção da independência entre idosos. O resumo não detalha a magnitude dos efeitos nem a população específica de cada ensaio incluído.
Para o médico, o estudo oferece suporte a programas de exercício funcional como componente de cuidado à funcionalidade na faixa etária avaliada. A ausência de efeito na preensão manual sugere que ganhos funcionais podem ocorrer sem mudança em todos os domínios de força, mas o resumo não permite explorar essa dissociação em profundidade.
Os próprios autores apontam a necessidade de mais investigação sobre efeitos de longo prazo e sobre estratégias ótimas de implementação desses programas nessa população. O resumo não informa o tamanho amostral total, o tempo de seguimento nem a presença de heterogeneidade entre os estudos.
O que o estudo mostrou
Trata-se de revisão sistemática com meta-análise de ensaios clínicos randomizados, com buscas em PubMed, MEDLINE, CINAHL, SPORTDiscus e Cochrane Library e inclusão de dezesseis artigos. O treinamento funcional melhorou significativamente o índice de Barthel (p = 0,01), a velocidade da marcha (p = 0,002), a cadência da marcha (p = 0,0002), a Berg Balance Scale (p = 0,0003), o Timed Up and Go (p = 0,02), o comprimento do passo (p < 0,0001), o Five Chair Stand (p < 0,0001) e o escore do questionário de atividade física para idosos (p < 0,00001). A força de preensão manual permaneceu inalterada.
Limitações
O resumo não informa o tamanho amostral total, as características detalhadas dos participantes, a duração das intervenções, o tempo de seguimento, a heterogeneidade entre os estudos nem a qualidade metodológica dos ensaios incluídos. Os próprios autores indicam que são necessárias mais investigações sobre efeitos de longo prazo e estratégias ótimas de implementação, o que limita conclusões sobre sustentabilidade dos ganhos e sobre protocolos ideais.
Aplicação no consultório
O estudo apoia a inclusão de exercícios funcionais em programas voltados à manutenção da independência de idosos com 60 anos ou mais, com foco em desfechos como marcha, equilíbrio e transferências. Na gestão do consultório, pode orientar a estruturação de programas de exercício funcional, o acompanhamento com testes como Timed Up and Go, Berg Balance Scale e Five Chair Stand, e a definição de metas funcionais mensuráveis. Como a preensão manual não mudou, a avaliação deve priorizar medidas funcionais além da força de preensão.
Estudo citado
The effect of functional exercise program on physical functioning in older adults aged 60 years or more: A systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Geriatric nursing (New York, N.Y.), 2024.
Autores: Niyazi A, Mir E, Ghasemi Kahrizsangi N, Mohammad Rahimi N, Fazolahzade Mousavi R, Setayesh S, Nejatian Hoseinpour A, Mohammad Rahimi F, Mohammad Rahimi GR.
DOI: 10.1016/j.gerinurse.2024.10.019 · PubMed: PMID 39461107
Perguntas para aprofundar
- Quais desfechos funcionais melhoram com exercícios funcionais em idosos?
- O treinamento funcional altera a força de preensão manual em idosos?
- Quais estratégias de implementação de exercícios funcionais são ideais para idosos?
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