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Longevidade e geroscience

Qual é a prevalência do declínio da capacidade intrínseca em idosos que vivem na comunidade e quais fatores de risco estão associados?

Resposta curta: Uma revisão sistemática com meta-análise mostrou que a prevalência agrupada de declínio da capacidade intrínseca em idosos na comunidade é de 67,8% (IC 95%: 57,0-78,5%). Fatores como idade, hipertensão, diabetes, sexo feminino, baixa escolaridade, viver sozinho, tabagismo, exercício irregular, estado civil não casado e osteoartrite estão associados ao declínio.

Resposta

O conceito de capacidade intrínseca (CI) foi introduzido para definir envelhecimento saudável e ativo com base na capacidade funcional. No entanto, o risco de declínio da CI em nível populacional era pouco compreendido. Esta revisão sistemática com meta-análise buscou consolidar as evidências sobre as taxas de declínio da CI e os fatores de risco em adultos com 60 anos ou mais que vivem na comunidade.

Foram incluídos 15 estudos, totalizando 33.070 participantes, após busca em 8 bases de dados até janeiro de 2024, sem restrição de idioma. A qualidade dos estudos foi avaliada pela lista de verificação do Joanna Briggs Institute (JBI) para estudos de prevalência. A meta-análise de efeitos aleatórios mostrou prevalência agrupada de declínio da CI de 67,8% (IC 95%: 57,0-78,5%; P < 0,001).

Análises de subgrupo não revelaram diferenças estatisticamente significativas na prevalência entre China (66,0%; IC 95%: 53,2-78,9%) e outros países/regiões (73,0%; IC 95%: 59,8-86,3%). Outros subgrupos também não mostraram diferenças significativas. Os fatores associados ao declínio da CI incluíram idade, hipertensão, diabetes, sexo feminino, baixa escolaridade, viver sozinho, tabagismo, exercício irregular, estado civil não casado e osteoartrite.

Os achados indicam que mais de dois terços dos idosos na comunidade são afetados pelo declínio da CI, e diversos fatores de risco modificáveis e não modificáveis estão associados. Isso reforça a necessidade de identificação precoce e manejo desses fatores na prática clínica e no acompanhamento longitudinal dessa população.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática com meta-análise de 15 estudos e 33.070 participantes, conduzida conforme diretrizes PRISMA, com busca em 8 bases de dados até janeiro de 2024. A prevalência agrupada de declínio da capacidade intrínseca em idosos na comunidade foi de 67,8% (IC 95%: 57,0-78,5%; P < 0,001). Fatores associados: idade, hipertensão, diabetes, sexo feminino, baixa escolaridade, viver sozinho, tabagismo, exercício irregular, estado civil não casado e osteoartrite. Não houve diferença significativa entre China e outras regiões.

Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a heterogeneidade entre os estudos, possíveis vieses de publicação, ou limitações específicas dos estudos incluídos. Também não são fornecidas informações sobre a definição operacional de capacidade intrínseca utilizada nos estudos primários, o que pode influenciar a comparabilidade dos resultados. A natureza observacional dos estudos incluídos impede inferências causais.

Aplicação no consultório

Os dados reforçam a importância de rastrear o declínio da capacidade intrínseca em pacientes idosos na atenção primária e em consultórios. A identificação de fatores de risco como hipertensão, diabetes, tabagismo, sedentarismo, baixa escolaridade e viver sozinho pode orientar intervenções preventivas e manejo clínico. A gestão do consultório pode incluir a incorporação de avaliações periódicas da capacidade intrínseca e o encaminhamento para programas de exercício e suporte social, visando manter a funcionalidade e promover envelhecimento saudável.

Estudo citado

Prevalence of intrinsic capacity decline among community-dwelling older adults: a systematic review and meta-analysis. Aging clinical and experimental research, 2024.
Autores: Cao X, Yi X, Chen H, Tian Y, Li S, Zhou J.
DOI: 10.1007/s40520-024-02816-5 · PubMed: PMID 39088112

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.