O uso de pinos em dentes tratados endodonticamente melhora a sobrevida clínica?
Resposta curta: Sim, segundo esta revisão sistemática com meta-análise, a colocação de pinos em dentes tratados endodonticamente está associada a uma maior taxa de sobrevida quando comparada a dentes sem pinos, com diferença estatisticamente significativa (P < 0,001), sugerindo melhora no desempenho clínico e na probabilidade de sobrevida.
Resposta
Esta revisão sistemática com meta-análise avaliou se a colocação de pinos influencia o comportamento clínico e a probabilidade de sobrevida de dentes tratados endodonticamente. Foram incluídos 57 estudos na análise qualitativa, dos quais 17 estudos clínicos (11 prospectivos e 6 retrospectivos) foram adequados para a análise quantitativa, totalizando 7.278 pacientes e 7.330 dentes tratados endodonticamente.
A meta-análise demonstrou diferença estatisticamente significativa na taxa de sobrevida entre dentes com e sem pinos (P < 0,001). Os resultados favoreceram o grupo com pinos, indicando que a colocação de pinos pode melhorar o desempenho clínico e a probabilidade de sobrevida desses dentes.
Os autores concluem que, em comparação com dentes sem pinos, a colocação de pinos em dentes tratados endodonticamente pode melhorar o desempenho clínico e a probabilidade de sobrevida. No entanto, o resumo não detalha os critérios de inclusão dos estudos, as características das intervenções ou os desfechos específicos avaliados.
A interpretação desses achados deve considerar que a revisão incluiu apenas publicações em inglês e não houve restrição de tempo. O resumo não informa sobre a qualidade metodológica dos estudos incluídos, heterogeneidade entre os estudos ou possíveis vieses de publicação, o que limita a generalização dos resultados.
Para o clínico, os achados sugerem que o uso de pinos pode ser considerado uma estratégia para melhorar a longevidade de dentes tratados endodonticamente, especialmente naqueles com perda substancial de estrutura coronária e radicular. Contudo, a decisão deve ser individualizada, ponderando riscos e benefícios adicionais não abordados no resumo.
O que o estudo mostrou
Revisão sistemática com meta-análise que incluiu 57 estudos na análise qualitativa, dos quais 17 estudos clínicos (11 prospectivos e 6 retrospectivos) foram analisados quantitativamente, envolvendo 7.278 pacientes e 7.330 dentes tratados endodonticamente. Houve diferença estatisticamente significativa na taxa de sobrevida entre dentes com e sem pinos (P < 0,001), favorecendo o grupo com pinos. Os autores concluem que a colocação de pinos pode melhorar o desempenho clínico e a probabilidade de sobrevida.
Limitações
O resumo não informa sobre a qualidade metodológica dos estudos incluídos, a heterogeneidade entre eles, possíveis vieses de publicação ou a população específica. Também não detalha os critérios de inclusão, os tipos de pinos avaliados ou os desfechos clínicos. A restrição a publicações em inglês pode limitar a abrangência. Essas lacunas impedem conclusões mais robustas sobre a aplicabilidade geral dos achados.
Aplicação no consultório
Os achados podem orientar o planejamento restaurador de dentes tratados endodonticamente, especialmente quando há perda significativa de estrutura dentária. O clínico pode considerar o uso de pinos como opção para melhorar a sobrevida, mas deve individualizar a decisão com base em fatores não abordados no resumo, como anatomia, condições periodontais e oclusão. A gestão do consultório pode incluir a discussão com o paciente sobre as incertezas e a necessidade de acompanhamento longitudinal.
Estudo citado
Clinical behavior and survival of endodontically treated teeth with or without post placement: a systematic review and meta-analysis. Journal of oral science, 2024.
Autores: Alenezi AA, Alyahya SO, Aldakhail NS, Alsalhi HA.
DOI: 10.2334/josnusd.24-0098 · PubMed: PMID 39231718
Perguntas para aprofundar
- Em quais situações clínicas o uso de pinos é mais indicado para dentes tratados endodonticamente?
- Quais são os riscos e benefícios adicionais do uso de pinos em dentes tratados endodonticamente?
- Como a qualidade da evidência disponível influencia a decisão clínica sobre o uso de pinos?
Mais sobre Longevidade e geroscience
- A suplementação de cisteína reduz o risco de mortalidade e aumenta a longevidade em modelos experimentais?
- Em dentes posteriores, restaurações diretas em resina composta têm longevidade maior que as indiretas?
- Qual é a relação entre resiliência e envelhecimento bem-sucedido em idosos, segundo uma revisão sistemática e meta-análise?
- Intervenções digitais para envelhecimento saudável e saúde cognitiva em idosos: o que a evidência mostra?
- A força de preensão manual pode predizer mortalidade por todas as causas em pacientes com doença renal crônica?
Todas as perguntas sobre Longevidade e geroscience · Todos os temas · Versão em markdown