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Longevidade e geroscience

Em dentes posteriores, restaurações diretas em resina composta têm longevidade maior que as indiretas?

Resposta curta: Sim. Esta revisão sistemática com meta-análise de ensaios clínicos randomizados mostrou que restaurações diretas em resina composta apresentaram taxa de falha significativamente menor que as indiretas (RR 0,61; IC95% 0,47-0,79), com nível de evidência muito baixo e alto risco de viés. Ambas podem ser recomendadas para cavidades classe II amplas com cobertura de cúspide.

Resposta

A comparação entre restaurações diretas e indiretas em resina composta em dentes posteriores é relevante para a prática clínica, pois envolve decisões sobre longevidade e custo. Esta revisão sistemática com meta-análise buscou evidências de ensaios clínicos randomizados para responder qual técnica apresenta melhor desempenho.

Foram incluídos cinco ensaios clínicos randomizados, totalizando 627 restaurações (323 diretas e 304 indiretas) em 279 pacientes com idade entre 28 e 81 anos. As taxas anuais de falha variaram de 0% a 5,4% para restaurações diretas e de 0% a 15,5% para indiretas. As falhas mais frequentes foram fratura e lascamento da restauração, seguidas por cárie.

A meta-análise revelou que a taxa de falha das restaurações diretas foi significativamente menor que a das indiretas (RR 0,61; IC95% 0,47-0,79), porém com nível de evidência muito baixo. Todos os estudos apresentaram alto risco de viés, o que limita a confiança nos resultados.

A conclusão dos autores é que ambas as técnicas podem ser recomendadas para cavidades classe II amplas com cobertura de cúspide em dentes posteriores, para restauração de um único dente. A escolha deve considerar as limitações das evidências disponíveis.

Para o clínico, os achados sugerem que a restauração direta pode ser uma opção com menor risco relativo de falha, mas a decisão deve ser individualizada, ponderando também o custo e a complexidade do procedimento.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática e meta-análise de ensaios clínicos randomizados que comparou restaurações diretas e indiretas em resina composta em dentes posteriores permanentes. Foram selecionados cinco ensaios clínicos randomizados, com 627 restaurações (323 diretas e 304 indiretas) em 279 pacientes. As taxas anuais de falha foram maiores para restaurações indiretas (0% a 15,5%) do que para diretas (0% a 5,4%). A meta-análise mostrou risco relativo de falha significativamente menor para restaurações diretas (RR 0,61; IC95% 0,47-0,79), com nível de evidência muito baixo e alto risco de viés em todos os estudos.

Limitações

O resumo informa que todos os estudos incluídos apresentaram alto risco de viés e que o nível de evidência foi muito baixo. O número de ensaios clínicos randomizados incluídos é pequeno (cinco), o que limita a generalização. O resumo não fornece detalhes sobre heterogeneidade, tempo de acompanhamento ou características específicas das cavidades.

Aplicação no consultório

Os achados podem orientar a escolha restauradora em dentes posteriores, especialmente em cavidades classe II amplas com cobertura de cúspide. A restauração direta em resina composta apresentou menor risco relativo de falha, o que pode influenciar decisões clínicas e de custo no consultório. No entanto, o alto risco de viés e o nível de evidência muito baixo exigem cautela na aplicação rotineira. O planejamento deve considerar a individualização do caso e a disponibilidade de recursos.

Estudo citado

Longevity of posterior direct versus indirect composite restorations: A systematic review and meta-analysis. Dental materials : official publication of the Academy of Dental Materials, 2024.
Autores: Tennert C, Maliakal C, Suarèz Machado L, Jaeggi T, Meyer-Lueckel H, Wierichs Richard J.
DOI: 10.1016/j.dental.2024.07.033 · PubMed: PMID 39122602

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.