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IA em telemedicina e monitoramento remoto

A tecnologia digital em saúde é uma solução viável para o controle da hanseníase durante a pandemia de COVID-19?

Resposta curta: Sim, segundo uma revisão sistemática que analisou estudos intervencionais publicados entre 2013 e 2021. A tecnologia digital mostrou-se prática, acessível e eficaz em programas de controle da hanseníase, incluindo rastreamento de contatos, detecção ativa, monitoramento da poliquimioterapia e gestão do tratamento durante a pandemia de COVID-19.

Resposta

A revisão sistemática teve como objetivo analisar o efeito do uso de tecnologia digital em saúde sobre os programas de controle da hanseníase. Foram incluídos estudos intervencionais publicados em inglês entre 2013 e 2021, que utilizaram tecnologia digital para rastreamento de contatos, detecção ativa da hanseníase, monitoramento da poliquimioterapia e gestão do tratamento durante a pandemia de COVID-19.

Os resultados mostraram que a tecnologia digital foi considerada prática, acessível e eficaz nos programas de controle da hanseníase. O framework e-leprosy foi utilizado em conjunto com aplicativos baseados em smartphones e inteligência artificial. Estudos quase-experimentais apresentaram baixo risco de viés em comparação aos demais.

A revisão concluiu que os estudos relataram achados favoráveis em relação ao uso da tecnologia digital em serviços relacionados aos pacientes com hanseníase. Isso sugere que tais ferramentas podem ser úteis para manter a continuidade do cuidado em situações de restrição de contato, como durante a pandemia.

Para o médico, esses achados indicam que a incorporação de tecnologias digitais pode auxiliar na gestão de programas de hanseníase, especialmente em contextos de emergência sanitária. No entanto, a revisão não detalha aspectos como custo de implementação ou treinamento necessário, o que deve ser considerado na prática clínica.

O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática que buscou estudos intervencionais em cinco bases de dados, publicados em inglês entre 2013 e 2021. De 205 estudos inicialmente identificados, 15 (7,3%) foram analisados em detalhe. Estudos quase-experimentais tiveram baixo risco de viés. O framework e-leprosy foi usado com aplicativos de smartphones e inteligência artificial. A tecnologia digital foi considerada prática, acessível e eficaz em programas de controle da hanseníase, com achados favoráveis.

Limitações

O resumo não informa o número total de participantes, nem detalha as limitações individuais dos estudos incluídos. A revisão restringe-se a estudos publicados em inglês, entre 2013 e 2021, e não aborda custos ou barreiras de implementação. Além disso, não são descritos os tipos específicos de tecnologias digitais utilizadas, nem a magnitude dos efeitos observados.

Aplicação no consultório

Os achados sugerem que o médico pode considerar o uso de ferramentas digitais para rastreamento de contatos, monitoramento da poliquimioterapia e gestão do tratamento de hanseníase, especialmente em situações que exijam distanciamento social. Na gestão do consultório, isso pode implicar a adoção de aplicativos e plataformas digitais para acompanhamento remoto, além de treinamento da equipe para utilizar essas tecnologias. A revisão não fornece detalhes sobre custos ou eficácia comparativa entre ferramentas, o que requer avaliação local.

Estudo citado

The application of digital health as a nursing solution for leprosy patients during the COVID-19 pandemic: A systematic review. JPMA. The Journal of the Pakistan Medical Association, 2023.
Autores: Dahoklory DF, Haryanto J, Indarwati R.
DOI: 10.47391/JPMA.Ind-S2-38 · PubMed: PMID 37096727

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.