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IA em telemedicina e monitoramento remoto

Quais métodos de e-Health e tecnologias de informação e comunicação têm sido usados para monitoramento remoto e automático de pacientes com COVID-19?

Resposta curta: Uma revisão sistemática identificou que telemedicina, mHealth e telessaúde são os principais métodos de e-Health, associados a sensores vestíveis, algoritmos de inteligência artificial, internet das coisas (IoT/IoMT), tecnologias de monitoramento biométrico e dispositivos domésticos com Bluetooth. Essas tecnologias permitem coletar sinais vitais, sintomas, imagens e dados de estilo de vida, com vantagens e limitações.

Resposta

A revisão sistemática teve como objetivo identificar os métodos de e-Health, as tecnologias de informação e comunicação (TICs) associadas, as estratégias de implementação, as técnicas de coleta de informações e as vantagens e desvantagens do monitoramento remoto e automático de pacientes com COVID-19. Foram incluídos estudos primários publicados entre janeiro de 2020 e junho de 2022 em diversas bases científicas, seguindo a estrutura PRISMA e utilizando ferramentas como Rayyan e SANRA para aprimorar o processo de revisão.

Os resultados apontaram três métodos principais de e-Health: telemedicina, mobile health (mHealth) e telessaúde. As TICs associadas incluem sensores vestíveis, algoritmos de inteligência artificial, internet das coisas (IoT) ou internet das coisas médicas (IoMT), tecnologias de monitoramento biométrico (BioMeTs) e dispositivos domésticos de monitoramento habilitados para Bluetooth (BLE). Essas tecnologias gerenciam dados espaciais ou posicionais, informações pessoais de saúde e bem-estar, incluindo sinais vitais, sintomas, imagens e sinais biomédicos e dados de estilo de vida.

Diferentes métodos de IA e IoT abriram novas possibilidades para o monitoramento automático e remoto de pacientes, com vantagens e fraquezas associadas. Os achados foram representados de forma estruturada por meio de um grafo de conhecimento semântico (por exemplo, modelo de ontologia), o que facilita a visualização das relações entre métodos, tecnologias e categorias de informação.

A revisão conclui que o uso de e-Health durante a pandemia de COVID-19 ilustra tanto as possibilidades quanto as limitações das TICs. As TICs não são apenas uma ferramenta externa para atingir objetivos definidos de monitoramento remoto e automático; elas estão embutidas em contextos. Portanto, observou-se a importância do processo de design mútuo entre TIC e sociedade durante a crise global de saúde, sob uma perspectiva de informática social. Uma crise global de saúde pode ser vista como uma crise de informação (informação insuficiente, não confiável ou inacessível), mas a revisão mostra a influência das TICs no monitoramento da saúde de pacientes com COVID-19 e nas técnicas de coleta de informações relacionadas.

O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática da literatura que incluiu 65 artigos, selecionados a partir de 664 estudos inicialmente identificados, publicados entre janeiro de 2020 e junho de 2022. Os achados revelaram os métodos de e-Health (telemedicina, mHealth e telessaúde), as TICs associadas (sensores vestíveis, algoritmos de IA, IoT/IoMT, BioMeTs e dispositivos BLE) e as categorias de informação coletadas (sinais vitais, sintomas, imagens biomédicas, dados de estilo de vida, entre outros). Foram descritas vantagens e desvantagens dessas tecnologias, e os resultados foram organizados em um grafo de conhecimento semântico.

Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a qualidade metodológica dos estudos incluídos, nem sobre possíveis vieses de publicação. Também não são apresentadas limitações específicas das tecnologias ou dos contextos de implementação. A revisão se restringe ao período de publicação declarado e às bases consultadas, o que pode não capturar toda a literatura disponível. O resumo não informa a magnitude dos efeitos ou a aplicabilidade dos achados em diferentes sistemas de saúde.

Aplicação no consultório

Para o médico brasileiro, a revisão reforça que tecnologias de monitoramento remoto e automático, como telemedicina, mHealth e telessaúde, podem ser incorporadas à prática clínica para acompanhamento de pacientes com condições agudas ou crônicas. O conhecimento das TICs disponíveis (sensores vestíveis, IoT, IA) auxilia na seleção de ferramentas adequadas ao consultório, considerando vantagens e limitações. A gestão do consultório pode se beneficiar da organização dos fluxos de coleta e interpretação de dados remotos, além da capacitação da equipe para lidar com essas tecnologias. A perspectiva de informática social destaca a importância de adaptar as soluções ao contexto local e às necessidades dos pacientes.

Estudo citado

A systematic review and knowledge mapping on ICT-based remote and automatic COVID-19 patient monitoring and care. BMC health services research, 2023.
Autores: Chatterjee A, Prinz A, Riegler MA, Das J.
DOI: 10.1186/s12913-023-10047-z · PubMed: PMID 37777722

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.