Quais são os hotspots de pesquisa e as tendências emergentes no uso de inteligência artificial em doenças retinianas na última década?
Resposta curta: Uma análise bibliométrica de 2.861 artigos de 93 países ou regiões mostra crescimento desde 2017, com a China liderando em número de artigos (926, 32% do total) e os Estados Unidos com maior h-index (66). Os temas de destaque incluem redes neurais, transfer learning e redes neurais convolucionais, com foco em retinopatia diabética.
Resposta
A aplicação de inteligência artificial no diagnóstico de doenças retinianas tem sido um avanço relevante na pesquisa oftalmológica, com potencial para remodelar a prática futura da especialidade. Este estudo bibliométrico buscou mapear os desenvolvimentos e prever direções futuras da pesquisa em IA em doenças retinianas ao longo da última década, utilizando dados de citação da base Web of Science Core Collection.
Foram analisados artigos publicados entre 1º de janeiro de 2014 e 31 de dezembro de 2023, com uso combinado do analisador da WOS, CiteSpace 6.2 R4 e VOSviewer, com foco em frequência de citação, colaborações e tendências de palavras-chave sob uma perspectiva especializada. O conjunto analisado totalizou 2.861 artigos provenientes de 93 países ou regiões, com crescimento notável no número de publicações a partir de 2017.
A China lidera em volume, com 926 artigos, correspondendo a 32% do total. Os Estados Unidos apresentam o maior h-index, de 66, enquanto a Inglaterra tem a maior centralidade de rede, de 0.24. A Universidade de Londres é a instituição líder, com 99 artigos, e compartilha o maior h-index (25) com a University College London. A National University of Singapore destaca-se pelo papel central, com escore de 0.16.
A pesquisa abrange principalmente oftalmologia e ciência da computação. Entre 2021 e 2023, os principais termos de explosão foram "network", "transfer learning" e "convolutional neural networks". A retinopatia diabética é a doença retiniana com maior volume de pesquisa. As aplicações de IA concentraram-se no desenvolvimento de algoritmos para diagnóstico de doenças retinianas e na investigação de características fisiológicas anormais do olho.
A conclusão aponta que a China lidera globalmente em contagem de artigos, enquanto os Estados Unidos têm impacto significativo de pesquisa. A Universidade de Londres e a University College London deram contribuições relevantes à literatura. A recomendação dos autores é que a pesquisa futura se volte para sistemas diagnósticos mais avançados para doenças oftalmológicas.
O que o estudo mostrou
Trata-se de uma análise bibliométrica de artigos indexados na Web of Science Core Collection, cobrindo o período de 1º de janeiro de 2014 a 31 de dezembro de 2023, com uso de WOS analyzer, CiteSpace 6.2 R4 e VOSviewer. Foram catalogados 2.861 artigos de 93 países ou regiões, com crescimento notável desde 2017. A China lidera com 926 artigos (32% do total); os Estados Unidos têm o maior h-index (66) e a Inglaterra a maior centralidade de rede (0.24). A Universidade de Londres lidera com 99 artigos e h-index 25, compartilhado com a University College London. Os termos de explosão entre 2021 e 2023 foram "network", "transfer learning" e "convolutional neural networks". A retinopatia diabética é a doença retiniana mais pesquisada.
Limitações
O resumo não informa limitações explicitamente. Por se tratar de análise bibliométrica baseada em uma única base de dados (Web of Science Core Collection), os achados refletem os artigos indexados nessa fonte e os critérios de busca adotados, que o resumo não detalha. O resumo também não informa estratégia de seleção, critérios de inclusão ou análise de qualidade dos artigos incluídos.
Aplicação no consultório
Para o oftalmologista, o estudo sinaliza que a literatura sobre IA em doenças retinianas cresceu rapidamente e que a retinopatia diabética concentra o maior volume de pesquisa, o que pode orientar a atualização profissional e a avaliação de ferramentas diagnósticas. Na gestão do consultório, o gestor pode acompanhar esses temas ao planejar incorporação de tecnologias e treinamento da equipe. O resumo não traz dados de acurácia clínica, portanto não sustenta decisões de adoção baseadas em desempenho.
Estudo citado
In-depth analysis of research hotspots and emerging trends in AI for retinal diseases over the past decade. Frontiers in medicine, 2024.
Autores: Guo M, Gong D, Yang W.
DOI: 10.3389/fmed.2024.1489139 · PubMed: PMID 39635592
Perguntas para aprofundar
- Como a inteligência artificial tem sido aplicada no diagnóstico de retinopatia diabética segundo a literatura recente?
- Quais são os principais centros e países que lideram a pesquisa em IA em doenças retinianas?
- Quais temas de pesquisa em IA oftalmológica ganharam destaque nos últimos anos?
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