Quais são as tendências e os principais temas da produção científica sobre inteligência artificial em oftalmologia nos últimos cinco anos?
Resposta curta: Uma análise bibliométrica de 21.725 documentos (2020-2024) mostra crescimento anual das publicações, com China e Estados Unidos liderando. Os temas centrais incluem aprendizado profundo, aprendizado de máquina e redes neurais convolucionais aplicados ao diagnóstico de retinopatia diabética, degeneração macular relacionada à idade e glaucoma, além de aplicações em outras subáreas da oftalmologia.
Resposta
A inteligência artificial (IA) tem se consolidado como uma área de pesquisa relevante em oftalmologia, conforme indicado por uma análise bibliométrica que examinou a literatura dos últimos cinco anos. O estudo, publicado na Frontiers in Medicine, buscou mapear as tendências e os principais focos de investigação, oferecendo subsídios para clínicos e pesquisadores se atualizarem sobre o tema.
Foram incluídos 21.725 documentos provenientes de 134 países e 7.126 instituições, sendo a maioria artigos originais (91,96%) e uma minoria de revisões (8,04%). China e Estados Unidos lideram as contribuições. As instituições de maior destaque incluem a University of California System, a National University of Singapore e a University of London. Os periódicos mais cocitados são Ophthalmology e Proc CVPR IEEE, e os autores mais prolíficos são Wang Y, Liu Y e Zhang Y, enquanto Ting DSW é o autor mais cocitado.
Os tópicos principais envolvem o uso de modelos para análise de imagens de retina no diagnóstico de condições como degeneração macular relacionada à idade, retinopatia diabética e afinamento da camada de fibras nervosas da retina causado por glaucoma. Além disso, a interseção da IA com outras subáreas da oftalmologia, como diagnóstico de ametropias, estrabismo, doenças palpebrais e tumores orbitários, e no acompanhamento pós-operatório, está em rápido desenvolvimento. As palavras-chave mais frequentes incluem 'aprendizado profundo', 'aprendizado de máquina', 'rede neural convolucional', 'retinopatia diabética' e 'oftalmologia'.
A conclusão do estudo destaca que essa análise bibliométrica delineia a evolução dinâmica e as relações estruturais do campo, transcendendo domínios individuais e oferecendo uma visão mais abrangente em comparação com estudos anteriores. O período analisado, que inclui publicações após 2022, ano marcado pelo avanço acelerado das tecnologias de IA, preenche uma lacuna deixada por análises prévias. Essas informações identificam fronteiras de pesquisa e áreas quentes, servindo de referência para estudiosos que desejam se engajar em futuras investigações.
O que o estudo mostrou
Trata-se de uma análise bibliométrica que pesquisou toda a literatura sobre IA e oftalmologia na Web of Science Core Collection, abrangendo 2020 a 2024. Foram incluídos 21.725 documentos de 134 países e 7.126 instituições, sendo 19.978 artigos (91,96%) e 1.714 revisões (8,04%). China e Estados Unidos lideram as contribuições. O número de publicações cresce anualmente. As instituições de destaque são University of California System, National University of Singapore e University of London. Os periódicos mais cocitados são Ophthalmology e Proc CVPR IEEE. Os autores mais prolíficos são Wang Y, Liu Y e Zhang Y; o mais cocitado é Ting DSW. Os temas principais incluem modelos para diagnóstico de degeneração macular relacionada à idade, retinopatia diabética e glaucoma, além de aplicações em ametropia, estrabismo, doenças palpebrais, tumores orbitários e acompanhamento pós-operatório.
Limitações
O resumo não informa limitações explícitas do estudo. Por ser uma análise bibliométrica, os achados refletem padrões de publicação e citações, não resultados clínicos ou de eficácia. O resumo também não detalha critérios de inclusão, possíveis vieses de indexação ou a qualidade metodológica dos artigos analisados. Além disso, não são fornecidos dados sobre a representatividade geográfica além dos países líderes.
Aplicação no consultório
Para o oftalmologista na prática clínica, o estudo evidencia que a IA está cada vez mais presente no diagnóstico de retinopatia diabética, degeneração macular e glaucoma, com potencial de incorporação em exames de imagem. O gestor do consultório pode acompanhar essas tendências para avaliar a adoção de ferramentas de apoio diagnóstico e planejar treinamento da equipe. Além disso, o conhecimento das áreas de maior desenvolvimento pode orientar a atualização profissional e a oferta de serviços alinhados às inovações tecnológicas.
Estudo citado
Artificial intelligence in ophthalmology: a bibliometric analysis of the 5-year trends in literature. Frontiers in medicine, 2025.
Autores: Peng B, Mu J, Xu F, Guo W, Sun C, Fan W.
DOI: 10.3389/fmed.2025.1580583 · PubMed: PMID 40665980
Perguntas para aprofundar
- Como a inteligência artificial pode auxiliar no diagnóstico precoce de retinopatia diabética na prática clínica?
- Quais são os principais desafios para a implementação de sistemas de IA em consultórios oftalmológicos?
- Quais subáreas da oftalmologia têm recebido mais atenção da pesquisa em inteligência artificial?
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