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Fibroblastos autólogos

Membranas amnióticas com fibroblastos fetais aceleram a cicatrização de áreas doadoras em pacientes queimados?

Resposta curta: Em ensaio clínico randomizado de fase I com 10 pacientes, a membrana amniótica com ou sem fibroblastos fetais reduziu a dor e acelerou a reepitelização em comparação ao controle com gaze de vaselina. Não houve eventos adversos. Porém, a membrana com fibroblastos não superou a membrana amniótica isolada, e os autores recomendam estudos maiores.

Resposta

Este ensaio clínico randomizado, duplo-cego, de fase I avaliou a segurança, a viabilidade e a potencial eficácia de membranas amnióticas semeadas com fibroblastos fetais na aceleração da cicatrização de áreas doadoras em pacientes queimados. O estudo foi conduzido em 10 pacientes com superfície corporal queimada entre 10 e 55%, comparando três tratamentos aplicados em áreas iguais de 10×10 cm na mesma área doadora.

Os resultados mostraram que não ocorreram eventos adversos durante o procedimento e o período de acompanhamento, indicando segurança da intervenção. Tanto o grupo tratado com membrana amniótica semeada com fibroblastos fetais quanto o grupo tratado apenas com membrana amniótica apresentaram menor intensidade de dor e maiores taxas de cicatrização em comparação ao grupo controle, que recebeu gaze de vaselina.

A reepitelização completa média foi de 10,1±2,4 dias no grupo com fibroblastos fetais e de 11,3±2,9 dias no grupo com membrana amniótica isolada, enquanto o grupo controle apresentou tempo médio de fechamento de 14,8±1,6 dias. A avaliação histológica mostrou menor infiltração de células inflamatórias nos grupos tratados com membrana em relação ao controle.

Apesar desses achados favoráveis, os autores concluíram que a membrana amniótica semeada com fibroblastos fetais não demonstrou benefícios adicionais sobre a membrana amniótica isolada nas avaliações preliminares. Portanto, para conclusões definitivas, são necessários ensaios clínicos com populações maiores.

O que o estudo mostrou

Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, de fase I com 10 pacientes com superfície corporal queimada de 10 a 55%. Três áreas iguais de 10×10 cm na área doadora foram tratadas com gaze de vaselina, membrana amniótica ou membrana amniótica semeada com fibroblastos fetais. Não houve eventos adversos. Os grupos com membrana apresentaram menor dor e maior taxa de cicatrização, com reepitelização completa média de 10,1±2,4 e 11,3±2,9 dias versus 14,8±1,6 dias no controle. A histologia mostrou menor infiltração inflamatória nos grupos com membrana.

Limitações

O resumo não informa detalhes sobre randomização, cegamento dos avaliadores ou critérios de inclusão. A amostra é pequena, com 10 pacientes, típica de fase I, o que limita a generalização. Os autores afirmam que as avaliações são preliminares e que não houve benefício da membrana com fibroblastos sobre a membrana isolada, recomendando ensaios maiores para conclusões definitivas.

Aplicação no consultório

Os achados apoiam a segurança e a viabilidade da membrana amniótica, com ou sem fibroblastos fetais, como curativo biológico em áreas doadoras de pacientes queimados, com possível redução de dor e aceleração da cicatrização. Para a gestão do consultório, a incorporação dessa tecnologia exige avaliação de custos, disponibilidade de tecido e treinamento da equipe. Como não houve benefício adicional dos fibroblastos fetais, a escolha pode priorizar a membrana amniótica isolada até que estudos maiores confirmem superioridade.

Estudo citado

A randomized, double-blind, phase I clinical trial of fetal cell-based skin substitutes on healing of donor sites in burn patients. Burns : journal of the International Society for Burn Injuries, 2019.
Autores: Momeni M, Fallah N, Bajouri A, Bagheri T, Orouji Z, Pahlevanpour P, Shafieyan S, Sodeifi N, Alizadeh A, Aghdami N, Fatemi MJ.
DOI: 10.1016/j.burns.2018.10.016 · PubMed: PMID 30559055

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.