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Bioestimuladores de colágeno

Quais são as complicações oculares após injeções de ácido hialurônico periocular e como manejá-las?

Resposta curta: Revisão sistemática identificou que complicações oculares após preenchimento com ácido hialurônico têm início imediato, sendo perda visual a mais comum. A maioria recebeu hialuronidase, aspirina e esteroides, mas em 45,45% não houve melhora. O conhecimento dos eventos adversos é crucial para tentar reduzir complicações e melhorar desfechos.

Resposta

Esta revisão sistemática avaliou complicações oculares secundárias à injeção facial de ácido hialurônico, com o objetivo de entender apresentação, causa, manejo e desfecho. Foram incluídos 34 artigos publicados entre janeiro de 2000 e julho de 2021, sendo relatos de caso e séries de casos. O nariz foi o local de injeção mais comum, correspondendo a 40,67% dos casos.

A dor ocular foi o sintoma inicial mais frequente, presente em 22,41% dos casos. A complicação mais comum foi a perda visual, observada em 50% dos pacientes. A maioria dos pacientes recebeu hialuronidase, aspirina e esteroides como tratamento. Apesar do manejo, 45,45% dos estudos publicados não mostraram melhora das complicações.

Os achados indicam que complicações oculares pós-ácido hialurônico quase sempre têm início imediato. Isso reforça a necessidade de reconhecimento rápido e instituição de tratamento adequado. O conhecimento dos potenciais eventos adversos é fundamental para que os clínicos possam tentar diminuir as complicações e melhorar os resultados.

A revisão foi conduzida seguindo as diretrizes PRISMA, com busca sistemática nas bases PubMed, MEDLINE e Cochrane em julho de 2021. Foram utilizados termos relacionados a preenchedores faciais, injeções faciais, ácido hialurônico, cegueira, oftalmoplegia, diplopia, ptose, oclusão da artéria oftálmica, oclusão da artéria ciliar posterior e síndrome isquêmica ocular.

O nível de evidência atribuído ao estudo é III, conforme os critérios da revista. A revisão destaca a importância da conscientização sobre os riscos oculares associados ao uso de ácido hialurônico em procedimentos cosméticos, especialmente em áreas de risco como a periocular.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática com busca em PubMed, MEDLINE e Cochrane em julho de 2021, incluindo 34 artigos (relatos de caso e séries de casos) publicados entre janeiro de 2000 e julho de 2021. O nariz foi o local mais comum de injeção (40,67%). Dor ocular foi o sintoma inicial mais frequente (22,41%). A complicação mais comum foi perda visual (50%). A maioria recebeu hialuronidase, aspirina e esteroides; 45,45% não apresentaram melhora.

Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a qualidade metodológica dos estudos incluídos, nem sobre heterogeneidade entre eles. Por ser baseado em relatos e séries de casos, há potencial viés de publicação e falta de padronização no manejo e na avaliação de desfechos. O resumo também não informa o número total de pacientes avaliados.

Aplicação no consultório

O médico deve estar atento ao risco de complicações oculares graves, de início imediato, após injeções de ácido hialurônico, especialmente em áreas como o nariz. É crucial orientar os pacientes sobre esses riscos e ter protocolos de manejo imediato, incluindo hialuronidase. A documentação adequada e o acompanhamento são essenciais. A gestão do consultório deve incluir treinamento da equipe para reconhecer sinais de alarme e agir rapidamente.

Estudo citado

Ocular Complications Post-Cosmetic Periocular Hyaluronic Acid Injections: A Systematic Review. Aesthetic plastic surgery, 2022.
Autores: Mortada H, Seraj H, Barasain O, Bamakhrama B, Alhindi NI, Arab K.
DOI: 10.1007/s00266-021-02730-5 · PubMed: PMID 35091771

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.