Quais complicações podem ocorrer em procedimentos de injeção estética após infecção ou vacinação por SARS-CoV-2?
Resposta curta: Uma revisão sistemática com 139 pacientes mostrou que a complicação mais relatada foi a resposta inflamatória tardia (48,92%), seguida de eficácia diminuída (32,37%) e reação ao preenchedor (8,63%). Outras complicações incluíram reações de hipersensibilidade, hipercalcemia sintomática, hiperalgesia, infecção, necrose gordurosa e reação granulomatosa. Os procedimentos são geralmente seguros, mas requerem compreensão dos riscos.
Resposta
A revisão sistemática buscou sumarizar as complicações em indivíduos submetidos a injeções cosméticas após infecção ou vacinação por SARS-CoV-2. Foram incluídos 26 estudos com 139 pacientes, e a complicação mais frequente foi a resposta inflamatória tardia (DIR), relatada em 68 pacientes (48,92%). Em seguida, a eficácia diminuída ocorreu em 45 pacientes (32,37%) e a reação ao preenchedor em 12 (8,63%).
Outras complicações menos frequentes incluíram reações de hipersensibilidade, hipercalcemia sintomática, reações hipersensíveis subagudas, hiperalgesia, infecção, necrose gordurosa e reação granulomatosa. O resumo não detalha a frequência individual desses eventos nem os tipos específicos de preenchedores envolvidos.
Os autores concluem que os procedimentos de injeção cosmética são geralmente seguros, mas podem apresentar efeitos adversos, particularmente durante a pandemia. Destacam a importância de os indivíduos compreenderem plenamente esses riscos antes do procedimento e que os clínicos conheçam os mecanismos e o manejo dos eventos adversos para preveni-los.
Além disso, líderes da indústria devem fortalecer esforços de gestão de risco para assegurar o desenvolvimento seguro e estável das injeções cosméticas. A compreensão abrangente, a comunicação efetiva e a gestão de riscos são consideradas cruciais para o uso seguro desses procedimentos.
O nível de evidência atribuído ao artigo é III, conforme os critérios da revista. O resumo não informa a população de pacientes além do número total, nem o desenho dos estudos incluídos, nem as limitações da revisão.
O que o estudo mostrou
Trata-se de uma revisão sistemática seguindo as diretrizes PRISMA, com buscas em PubMed, EMBASE, Medline, Web of Science e ScienceDirect até maio de 2023, além de busca manual de referências. Foram incluídos 26 estudos com 139 pacientes. A complicação mais relatada foi resposta inflamatória tardia (68 pacientes; 48,92%), seguida de eficácia diminuída (45; 32,37%) e reação ao preenchedor (12; 8,63%). Outras complicações incluíram reações de hipersensibilidade, hipercalcemia sintomática, reações hipersensíveis subagudas, hiperalgesia, infecção, necrose gordurosa e reação granulomatosa.
Limitações
O resumo não informa as limitações da revisão sistemática, nem detalha o desenho ou a qualidade dos estudos incluídos, nem a população específica de pacientes. Também não são fornecidos dados sobre tipos de preenchedores, tempo de seguimento ou fatores de confusão. Portanto, as conclusões devem ser interpretadas com cautela.
Aplicação no consultório
Na prática clínica, o médico deve estar atento à possibilidade de resposta inflamatória tardia e eficácia diminuída em pacientes submetidos a injeções estéticas após infecção ou vacinação por SARS-CoV-2. É importante comunicar esses riscos de forma clara antes do procedimento, documentar o histórico de infecção ou vacinação e saber reconhecer e manejar eventos adversos. No consultório, pode-se incorporar essa anamnese específica e protocolos de acompanhamento, além de reforçar a gestão de riscos e a comunicação efetiva com os pacientes.
Estudo citado
Impact of SARS-CoV-2 Vaccination or Infection on the Safety and Efficacy of Aesthetic Injections: A Systematic Review. Aesthetic plastic surgery, 2024.
Autores: Wu Q, Zhang P, Zhou G, Fu Q, Bai R, Ding H, Meng F, Xu X, Chen M.
DOI: 10.1007/s00266-023-03769-2 · PubMed: PMID 38302710
Perguntas para aprofundar
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