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Bioestimuladores de colágeno

Como minimizar a invasividade no tratamento cirúrgico de defeitos intraósseos periodontais?

Resposta curta: A revisão sistemática indica que o retalho único reduz dor e melhora a cicatrização precoce; o uso de membrana aumenta tempo cirúrgico e dor, enquanto o derivado da matriz do esmalte com enxerto reduz a dor; o desbridamento a céu aberto com retalho único pode ser alternativa com menos tempo e custo; laser de baixa intensidade modula o pós-operatório.

Resposta

A abordagem regenerativa moderna dos defeitos intraósseos periodontais deve buscar maximizar os resultados clínicos e minimizar a invasividade do procedimento, incluindo dor, complicações, comprometimento estético, tempo de cadeira e custos. A revisão sistemática avaliou como o desenho do retalho, a tecnologia regenerativa e os protocolos adjuvantes perioperatórios e pós-operatórios influenciam essa invasividade.

Os resultados dos 13 ensaios incluídos mostram que a elevação de um único retalho (vestibular ou lingual) influencia positivamente a intensidade da dor pós-operatória e melhora a qualidade da cicatrização precoce da ferida em comparação com retalhos duplos. Além disso, o uso adjuvante de membrana está associado a tempo cirúrgico significativamente maior e maior dor pós-operatória, enquanto o uso adjuvante de derivado da matriz do esmalte em sítios que recebem enxerto reduz significativamente a dor pós-operatória. Os materiais de enxerto não mostraram impacto significativo na invasividade.

O desbridamento a céu aberto realizado por meio da elevação de um único retalho pode levar a melhorias clínicas substanciais da lesão com redução do tempo cirúrgico e dos custos, representando uma alternativa promissora ao tratamento regenerativo. No entanto, para essa abordagem, ainda falta uma avaliação histológica da natureza dos tecidos reconstruídos, e as condições pré-cirúrgicas (por exemplo, profundidade de sondagem, gravidade do defeito e morfologia do defeito) que podem se beneficiar em termos de invasividade não foram definidas.

A bioestimulação com laser de baixa intensidade intraoperatória e pós-operatória no sítio do defeito pode modular favoravelmente o curso pós-operatório. Esses achados sugerem que a escolha do desenho do retalho e dos adjuvantes pode impactar a experiência do paciente e o consumo de recursos no consultório.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática de 13 ensaios que avaliou o efeito do desenho do retalho, tecnologia regenerativa e protocolos adjuvantes na invasividade do tratamento de defeitos intraósseos. Os resultados indicam que retalho único reduz dor e melhora cicatrização precoce; membrana aumenta tempo cirúrgico e dor; derivado da matriz do esmalte com enxerto reduz dor; enxertos não impactam invasividade; desbridamento a céu aberto com retalho único pode ser alternativa com menos tempo e custo; laser de baixa intensidade modula o pós-operatório.

Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a qualidade metodológica dos ensaios incluídos, nem sobre heterogeneidade ou risco de viés. Também não especifica o tamanho amostral total ou por estudo. Para o desbridamento a céu aberto com retalho único, falta avaliação histológica dos tecidos reconstruídos e não foram definidas as condições pré-cirúrgicas que se beneficiam em termos de invasividade.

Aplicação no consultório

Na prática clínica, os achados podem orientar a escolha de retalho único para reduzir dor e melhorar cicatrização, e considerar o derivado da matriz do esmalte com enxerto para diminuir dor pós-operatória. O uso de membrana deve ser ponderado pelo maior tempo cirúrgico e dor. O desbridamento a céu aberto com retalho único pode ser alternativa com menos tempo e custo, mas requer avaliação individualizada. A laserterapia de baixa intensidade pode ser incorporada para modular o pós-operatório. Essas decisões impactam o planejamento do consultório, o tempo de cadeira e os custos.

Estudo citado

Minimal invasiveness in the surgical treatment of intraosseous defects: A systematic review. Periodontology 2000, 2023.
Autores: Simonelli A, Severi M, Trombelli L, Farina R.
DOI: 10.1111/prd.12467 · PubMed: PMID 36683013

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.