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Bioestimuladores de colágeno

O preenchimento injetável é eficaz e seguro para aumento do queixo?

Resposta curta: Sim, o preenchimento com ácido hialurônico e outros agentes volumétricos proporciona melhora da projeção do queixo a curto prazo, com alta satisfação dos pacientes e efeitos adversos leves e transitórios. No entanto, a evidência é heterogênea e não comparativa, limitando conclusões sobre resultados a longo prazo.

Resposta

A revisão sistemática avaliou técnicas de aumento do queixo com preenchimentos injetáveis, principalmente ácido hialurônico, e mostrou que mais de 90% dos pacientes relataram satisfação. Os efeitos adversos foram menores e transitórios, como edema, equimose e nodularidade. Esses achados sugerem que o procedimento é uma opção eficaz e segura para correção de retrusão do queixo a curto prazo.

O estudo incluiu onze pesquisas clínicas com 876 pacientes, com seguimento médio de 12,8 meses. A maioria dos estudos utilizou ácido hialurônico, e os resultados foram avaliados por fotografias e relatos dos pacientes. A heterogeneidade entre os estudos foi analisada, mas não foram feitas comparações diretas entre diferentes produtos ou técnicas.

Apesar dos resultados favoráveis, a qualidade da evidência é limitada pela falta de estudos controlados e pela heterogeneidade das populações e intervenções. O resumo não informa detalhes sobre randomização, cegamento ou critérios de inclusão, o que restringe a generalização dos achados. Assim, não é possível afirmar superioridade de um produto sobre outro.

Para a prática clínica, o preenchimento injetável pode ser considerado uma alternativa minimamente invasiva para pacientes que buscam melhora da projeção do queixo. No entanto, o médico deve discutir com o paciente a natureza temporária dos resultados e a necessidade de retoques. A gestão do consultório pode se beneficiar da oferta desse procedimento, mas é essencial treinamento adequado e seleção criteriosa dos casos.

Futuros estudos controlados são necessários para estabelecer protocolos padronizados e avaliar desfechos a longo prazo. Até lá, a tomada de decisão deve ser individualizada, considerando as expectativas do paciente e a evidência disponível.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática seguindo diretrizes PRISMA-E, com busca em sete bases de dados (1965-2026), identificou onze estudos clínicos totalizando 876 pacientes submetidos a aumento do queixo com preenchimentos injetáveis, predominantemente ácido hialurônico. O seguimento médio foi de 12,8 meses (DP: 7,7). Mais de 90% dos pacientes relataram satisfação, com avaliações fotográficas e relatos pessoais. Efeitos adversos foram menores e transitórios, principalmente edema, equimose e nodularidade. A heterogeneidade entre os estudos foi analisada (I2).

Limitações

O resumo não informa o desenho específico dos estudos incluídos, se houve randomização ou cegamento, nem detalhes sobre a qualidade metodológica. A evidência é heterogênea e majoritariamente não comparativa, o que limita conclusões sobre eficácia e segurança a longo prazo e sobre a superioridade de um produto em relação a outro. O resumo também não fornece dados sobre tamanho de amostra por estudo ou critérios de inclusão.

Aplicação no consultório

O médico pode considerar o preenchimento injetável para aumento do queixo como uma opção minimamente invasiva, com bons resultados de satisfação a curto prazo e perfil de segurança favorável. No consultório, é importante orientar o paciente sobre a durabilidade limitada e a possibilidade de efeitos adversos leves. A oferta desse procedimento pode ampliar os serviços, mas requer treinamento específico e avaliação criteriosa da indicação, além de expectativas realistas.

Estudo citado

Injectable Filler-Based Chin Augmentation: A Systematic Review of Non-Surgical Volumetric Techniques. Aesthetic plastic surgery, 2026.
Autores: Shome D, Bose D, Prabhughate A, Shah R, Kapoor R.
DOI: 10.1007/s00266-026-06188-1 · PubMed: PMID 42545491

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.