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Plasma rico em plaquetas (PRP)

O tratamento dos ovários com plasma rico em plaquetas (PRP) melhora os parâmetros de fertilidade e os desfechos reprodutivos em pacientes com reserva ovariana diminuída?

Resposta curta: Sim, segundo esta revisão sistemática com meta-análise, o PRP ovariano em mulheres com reserva ovariana diminuída aumentou significativamente o AMH, reduziu o FSH, elevou a contagem de folículos antrais e melhorou o número de oócitos recuperados e embriões criados, além de resultar em taxas de gravidez espontânea, bioquímica e nascidos vivos.

Resposta

A revisão sistemática com meta-análise reuniu 38 estudos elegíveis, incluindo ensaios randomizados e não randomizados, que compararam o tratamento dos ovários com PRP ao autocontrole em mulheres com reserva ovariana diminuída. Foram avaliadas 2256 mulheres, com foco em parâmetros hormonais, parâmetros de fertilização in vitro e desfechos reprodutivos como gravidez e nascidos vivos.

Os resultados mostraram que, após o tratamento com PRP, os níveis de AMH aumentaram significativamente em 1, 2 e 3 meses, enquanto os níveis de FSH diminuíram de forma significativa nesses mesmos períodos. A contagem de folículos antrais também se elevou significantemente. Além disso, houve melhora no número de oócitos recuperados e de embriões criados.

As taxas de gravidez espontânea, gravidez bioquímica e nascidos vivos após o PRP foram relatadas, com proporções de 0,07, 0,18 e 0,11, respectivamente. Esses achados sugerem um potencial benefício do PRP nos desfechos reprodutivos, embora os autores ressaltem a necessidade de mais estudos randomizados multicêntricos com maior número de pacientes e seguimento mais longo para confirmar os resultados e definir o protocolo mais eficaz.

A meta-análise incluiu predominantemente estudos observacionais, o que limita a força das conclusões. O resumo não informa detalhes sobre as limitações individuais dos estudos incluídos, mas a heterogeneidade e o desenho observacional predominante são apontados como fatores que exigem cautela na interpretação.

Para o médico, os achados podem orientar a discussão sobre o uso do PRP ovariano em pacientes com reserva ovariana diminuída, mas a aplicação clínica deve considerar a necessidade de mais evidências de alta qualidade antes de incorporar a técnica na rotina.

O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática e meta-análise que incluiu 38 estudos (randomizados e não randomizados) com 2256 mulheres com reserva ovariana diminuída, comparando PRP ovariano ao autocontrole. Após o tratamento, houve aumento significativo do AMH em 1, 2 e 3 meses (MD 0,20; 0,26; 0,36), redução do FSH (MD -10,20; -7,02; -8,87), elevação da contagem de folículos antrais (MD 1,60), aumento de oócitos recuperados (MD 0,81) e de embriões criados (MD 0,91). As taxas de gravidez espontânea, bioquímica e nascidos vivos foram 0,07, 0,18 e 0,11, respectivamente.

Limitações

O resumo não informa as limitações específicas dos estudos incluídos, mas destaca que a meta-análise conteve predominantemente estudos observacionais, o que reduz a qualidade da evidência. Os autores concluem que são necessários ensaios randomizados multicêntricos com grande número de pacientes e seguimento mais longo para certificar os resultados e desenvolver o protocolo mais eficaz.

Aplicação no consultório

Os achados podem ser usados para embasar a discussão com pacientes com reserva ovariana diminuída sobre o PRP ovariano, mas a evidência predominante é observacional. Na gestão do consultório, é prudente não incorporar o PRP como prática rotineira sem mais estudos randomizados, considerando a necessidade de protocolos padronizados e a incerteza sobre o benefício em desfechos finais como nascidos vivos.

Estudo citado

Platelet-rich plasma (PRP) treatment of the ovaries significantly improves fertility parameters and reproductive outcomes in diminished ovarian reserve patients: a systematic review and meta-analysis. Journal of ovarian research, 2024.
Autores: Éliás M, Kónya M, Kekk Z, Turan C, das Virgens IPA, Tóth R, Keszthelyi M, Hegyi P, Várbíró S, Sipos M.
DOI: 10.1186/s13048-024-01423-2 · PubMed: PMID 38760869

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.