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Plasma rico em plaquetas (PRP)

O plasma rico em plaquetas (PRP) é superior a outras modalidades conservadoras no tratamento da fasciíte plantar?

Resposta curta: Sim, para alguns desfechos. Esta meta-análise de ensaios clínicos randomizados (1356 pacientes) mostrou que o PRP melhora significativamente a dor (VAS) em comparação com ondas de choque, corticosteroides e placebo, e melhora o escore AOFAS versus corticosteroides e placebo. Porém, não foi superior para espessura da fáscia ou função pelo FFI na maioria das comparações.

Resposta

A fasciíte plantar é a causa mais comum de dor no calcanhar em adultos, e diversas opções conservadoras estão disponíveis, incluindo o plasma rico em plaquetas (PRP). Esta revisão sistemática com meta-análise comparou a eficácia do PRP com outras modalidades conservadoras no tratamento da fasciíte plantar, utilizando dados de ensaios clínicos randomizados.

Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, totalizando 1356 pacientes. Os desfechos avaliados foram escores de dor pela escala visual analógica (VAS), espessura da fáscia plantar (PFT), Índice de Função do Pé (FFI) e escore da American Orthopaedic Foot and Ankle Society (AOFAS). As diferenças médias foram comparadas entre o PRP e outras intervenções.

O PRP demonstrou melhoras significativamente maiores nos escores de dor (VAS) em comparação com ondas de choque extracorpóreas (ESWT), injeções de corticosteroides (CSI) e placebo. Em relação ao FFI, não houve diferenças significativas entre PRP, ESWT, CSI, proloterapia com dextrose (DPT) e pontos-gatilho de meridianos (MTP) para melhorar a funcionalidade do pé. No entanto, o PRP mostrou vantagem acentuada sobre a fonoforese, com melhora substancial no FFI. Para a espessura da fáscia plantar (PFT), o PRP não foi superior à ESWT, CSI ou MTP, mas foi notavelmente mais eficaz que a fonoforese. O PRP também apresentou melhoras significativamente maiores nos escores AOFAS em comparação com CSI e placebo.

Os autores concluem que o PRP é mais eficaz que CSI, ESWT e placebo na redução da dor (VAS) e mais eficaz que CSI e placebo na melhora do AOFAS. Contudo, o PRP não demonstrou vantagem consistente em todos os desfechos, como PFT e FFI. Esses achados ressaltam a complexidade do tratamento da fasciíte plantar e a necessidade de uma abordagem mais padronizada para o preparo do PRP e para a mensuração dos desfechos.

Diante disso, a aplicação clínica do PRP deve ser individualizada, considerando o perfil do paciente e as evidências disponíveis. A meta-análise fornece subsídios para a discussão com o paciente sobre as expectativas de melhora da dor e função, mas não permite afirmar superioridade do PRP sobre todas as modalidades conservadoras em todos os aspectos avaliados.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática e meta-análise de ensaios clínicos randomizados, incluindo 1356 pacientes, comparando PRP a outras modalidades conservadoras para fasciíte plantar. O PRP mostrou melhoras significativamente maiores nos escores de dor (VAS) versus ESWT, CSI e placebo. No FFI, não houve diferença significativa entre PRP e ESWT, CSI, DPT e MTP, mas o PRP foi superior à fonoforese. Para PFT, o PRP não foi superior a ESWT, CSI ou MTP, mas foi mais eficaz que fonoforese. O PRP também foi superior à CSI e placebo no escore AOFAS.

Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a qualidade metodológica dos estudos incluídos, heterogeneidade entre os ensaios, variações nos protocolos de preparo do PRP ou possíveis vieses de publicação. Além disso, não são descritas as características dos pacientes ou os critérios de inclusão específicos, o que limita a generalização dos achados. O resumo também não fornece dados sobre eventos adversos ou custos.

Aplicação no consultório

Os achados podem auxiliar o médico na discussão com o paciente sobre as opções de tratamento para fasciíte plantar, especialmente em relação ao alívio da dor e melhora funcional. A decisão compartilhada deve considerar que o PRP não é uniformemente superior a todas as modalidades conservadoras. No consultório, é importante padronizar protocolos de preparo do PRP e monitorar desfechos com instrumentos validados, como VAS, FFI e AOFAS, para avaliar a resposta individual e ajustar a conduta.

Estudo citado

Platelet rich plasma therapy versus other modalities for treatment of plantar fasciitis: A systematic review and meta-analysis. Foot and ankle surgery : official journal of the European Society of Foot and Ankle Surgeons, 2024.
Autores: Herber A, Covarrubias O, Daher M, Tung WS, Gianakos AL.
DOI: 10.1016/j.fas.2024.02.004 · PubMed: PMID 38395675

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.