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Plasma rico em plaquetas (PRP)

No tratamento da ruptura aguda do tendão de Aquiles, a cirurgia é superior ao tratamento conservador?

Resposta curta: A cirurgia reduz a taxa de rerruptura e aumenta o retorno ao esporte, mas eleva infecções e lesões nervosas. Não houve diferença no escore ATRS e nas complicações tromboembólicas. O PRP não mostrou benefício. A escolha deve considerar riscos e benefícios individuais.

Resposta

A ruptura aguda do tendão de Aquiles é uma lesão esportiva comum, e a melhor abordagem ainda é debatida. Esta revisão sistemática com meta-análise comparou cirurgia e tratamento conservador em desfechos clínicos, incluindo rerruptura, complicações, retorno ao esporte e escore ATRS.

Foram incluídos trinta e três estudos com 35896 pacientes. A cirurgia associou-se a menor taxa de rerruptura (RR 0,44; IC 95% 0,34-0,57) e maior retorno ao esporte (RR 1,32; IC 95% 1,03-1,69). Em contrapartida, a cirurgia apresentou maiores taxas de infecção (RR 2,54), incluindo infecções profundas e superficiais, e de lesão nervosa (RR 3,67).

Não houve diferença estatística entre os grupos para trombose venosa profunda (RR 0,93) e embolia pulmonar (RR 1,63), nem para o escore ATRS (diferença média 7,02; IC 95% -1,35-15,38). O uso de plasma rico em plaquetas (PRP), independentemente do tratamento, não alterou rerruptura, retorno ao esporte, ATRS ou amplitude de movimento do tornozelo.

Os achados sugerem que a cirurgia oferece vantagens na prevenção de rerruptura e no retorno esportivo, mas com custo de complicações infecciosas e neurológicas. A decisão deve ser individualizada, ponderando riscos e benefícios para cada paciente.

O resumo não informa o desenho dos estudos incluídos, nem análises de subgrupo ou tempo de seguimento, limitando conclusões sobre populações específicas.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática e meta-análise de trinta e três estudos com 35896 pacientes com ruptura aguda do tendão de Aquiles. A cirurgia reduziu a taxa de rerruptura (RR 0,44; IC 95% 0,34-0,57) e aumentou o retorno ao esporte (RR 1,32; IC 95% 1,03-1,69), mas elevou infecções (RR 2,54) e lesões nervosas (RR 3,67). Não houve diferença para trombose venosa profunda, embolia pulmonar ou escore ATRS. O PRP não mostrou efeito nos desfechos avaliados.

Limitações

O resumo não detalha o desenho dos estudos incluídos, nem informa análises de subgrupo, tempo de seguimento ou critérios de inclusão. A heterogeneidade entre os estudos pode influenciar os resultados. Além disso, não são descritas limitações específicas da meta-análise, como viés de publicação ou qualidade dos estudos primários.

Aplicação no consultório

Na prática clínica, os achados auxiliam a discussão com o paciente sobre riscos e benefícios da cirurgia versus tratamento conservador. A cirurgia pode ser preferida para atletas que buscam retorno esportivo rápido, enquanto o tratamento conservador pode ser considerado quando se deseja minimizar riscos de infecção e lesão nervosa. O PRP não deve ser indicado rotineiramente com base nestes resultados. A gestão do consultório pode incluir protocolos de acompanhamento para detecção precoce de complicações cirúrgicas.

Estudo citado

Surgical treatment versus conservative management for acute Achilles tendon rupture: a systematic review and meta-analysis. Journal of orthopaedic surgery and research, 2025.
Autores: Yang Z, Ge Z, Zheng J, Zhang L, Yang Z.
DOI: 10.1186/s13018-025-05990-y · PubMed: PMID 40629410

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.