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Longevidade e geroscience

Qual é a longevidade dos selantes de fóssulas e fissuras com primer em comparação aos convencionais?

Resposta curta: Meta-análise mostrou que selantes com primer tiveram retenção agrupada em 2 anos de 43,2%, inferior à de autopolimerizáveis (80,8%) e fotopolimerizáveis (68,4%). Selantes com liberação de flúor e fotopolimerizáveis tiveram as maiores retenções em 3 anos. Selantes com primer não podem ser plenamente recomendados devido à sobrevida moderada.

Resposta

A meta-análise comparou a retenção clínica de selantes com primer ou adesivos com a de materiais convencionais. Foram incluídos 67 estudos com informações sobre retenção após 24, 36 ou 60 meses. A análise estatística utilizou modelo de efeitos aleatórios para calcular a taxa de retenção agrupada (RRE) de cinco grupos de selantes.

Os resultados mostraram que os selantes com primer tiveram RRE agrupada em 2 anos de 43,2% (IC 95%: 30,5-55,8), significativamente inferior à dos autopolimerizáveis (80,8%; IC 95%: 72,2-89) e à dos fotopolimerizáveis (68,4%; IC 95%: 60,2-76,7).

Em 3 anos, os selantes com liberação de flúor e os fotopolimerizáveis apresentaram as maiores RREs agrupadas: 86,4% (IC 95%: 73,4-99,3) e 83,1% (IC 95%: 75,6-90,7), respectivamente.

Os autores concluem que os selantes com primer não podem ser plenamente recomendados para a prática clínica devido às taxas de sobrevida moderadas. Selantes autopolimerizáveis, fotopolimerizáveis e com liberação de flúor continuam sendo considerados os padrões de referência para selantes de fóssulas e fissuras.

No entanto, os autores ressaltam que futuras gerações e desenvolvimentos de materiais com primer podem mudar essa posição. A decisão clínica deve considerar o desempenho inferior dos selantes com primer em relação aos demais grupos no período avaliado.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática e meta-análise que buscou nas bases MEDLINE, EMBASE e CENTRAL, identificando 3707 resumos publicados até 31/12/2017, dos quais 335 publicações clínicas foram analisadas detalhadamente. Sessenta e sete estudos continham informações sobre retenção de selantes após 24, 36 ou 60 meses. A meta-análise com modelo de efeitos aleatórios calculou a taxa de retenção agrupada para cinco grupos de selantes. Selantes com primer tiveram RRE em 2 anos de 43,2% (IC 95%: 30,5-55,8), inferior aos autopolimerizáveis (80,8%; IC 95%: 72,2-89) e fotopolimerizáveis (68,4%; IC 95%: 60,2-76,7). Em 3 anos, liberadores de flúor (86,4%; IC 95%: 73,4-99,3) e fotopolimerizáveis (83,1%; IC 95%: 75,6-90,7) tiveram as maiores RREs.

Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a qualidade metodológica dos estudos incluídos, possíveis vieses de publicação, heterogeneidade entre os estudos ou características das populações e dos profissionais envolvidos. Também não são descritos os critérios de inclusão dos estudos nem o número de participantes em cada grupo de selante. Essas informações são necessárias para uma interpretação mais robusta dos achados.

Aplicação no consultório

Na prática clínica, os achados sugerem priorizar selantes autopolimerizáveis, fotopolimerizáveis ou com liberação de flúor, que apresentaram melhores taxas de retenção. Selantes com primer devem ser usados com cautela devido à menor sobrevida. Para a gestão do consultório, isso pode orientar a escolha de materiais e o planejamento de retornos para avaliação da retenção, além de influenciar custos e estoque. A decisão deve considerar as limitações do estudo e as características individuais de cada caso.

Estudo citado

Meta-analysis of the longevity of commonly used pit and fissure sealant materials. Dental materials : official publication of the Academy of Dental Materials, 2020.
Autores: Kühnisch J, Bedir A, Lo YF, Kessler A, Lang T, Mansmann U, Heinrich-Weltzien R, Hickel R.
DOI: 10.1016/j.dental.2020.02.001 · PubMed: PMID 32061445

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.