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IA em telemedicina e monitoramento remoto

Como os autores reconhecem o uso do ChatGPT em publicações científicas, e o que isso revela sobre a transparência na pesquisa?

Resposta curta: Uma revisão sistemática de 1.226 publicações do Dimensions (novembro de 2022 a julho de 2023) mostrou que autores dos Estados Unidos lideram os reconhecimentos de uso do ChatGPT, seguidos por China e Índia. As áreas biomédicas e clínicas e as ciências da informação e computação são as mais engajadas, com destaque para The Lancet Digital Health e bioRxiv.

Resposta

A transparência no uso de ferramentas de inteligência artificial generativa, especialmente o ChatGPT, tornou-se uma questão relevante para a comunicação científica. Este estudo revisou sistematicamente o reconhecimento dessas ferramentas na literatura acadêmica, analisando 1.226 publicações indexadas no banco de dados Dimensions, no período de novembro de 2022 a julho de 2023.

Os resultados mostram que autores baseados nos Estados Unidos lideram os reconhecimentos, com contribuições notáveis da China e da Índia. As áreas de Ciências Biomédicas e Clínicas, bem como Ciências da Informação e da Computação, são as que mais empregam e reconhecem essas ferramentas de IA. Publicações como The Lancet Digital Health e plataformas como bioRxiv aparecem repetidamente como veículos desses reconhecimentos, evidenciando o impacto crescente da IA na disseminação da pesquisa.

O estudo também destaca tendências temporais e a distribuição geográfica e disciplinar desses reconhecimentos. Para os médicos e pesquisadores, isso indica que a menção ao uso de IA generativa está se tornando parte do processo de publicação, especialmente em áreas clínicas e de saúde digital, o que pode influenciar expectativas de transparência em periódicos e plataformas de preprints.

Os autores apontam que a análise se restringe ao banco de dados Dimensions, o que pode deixar de fora outras fontes e a literatura cinzenta. Além disso, o estudo não examina a qualidade dos reconhecimentos nem considerações éticas. Ainda assim, os achados oferecem base para políticas e para o debate acadêmico sobre uso ético de IA, configurando a primeira avaliação empírica abrangente dos padrões de reconhecimento de IA em contextos acadêmicos.

O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática de 1.226 publicações do banco de dados Dimensions, de novembro de 2022 a julho de 2023, que examinou tendências temporais e distribuição geográfica e disciplinar dos reconhecimentos de uso do ChatGPT. Autores dos Estados Unidos lideram, com contribuições da China e da Índia. As áreas predominantes são Ciências Biomédicas e Clínicas e Ciências da Informação e da Computação. The Lancet Digital Health e bioRxiv são veículos recorrentes.

Limitações

A análise restringe-se ao banco de dados Dimensions, podendo omitir outras fontes e a literatura cinzenta. O resumo também informa que o estudo não examina a qualidade dos reconhecimentos nem considerações éticas, o que limita conclusões sobre adequação ou rigor dessas menções.

Aplicação no consultório

Para o médico que publica ou orienta pesquisas, o achado reforça a importância de declarar o uso de IA generativa em manuscritos, especialmente em áreas clínicas e de saúde digital. Na gestão do consultório, convém padronizar internamente quando e como a IA é usada em textos, laudos e materiais, alinhando-se às expectativas de transparência dos periódicos e plataformas de preprint.

Estudo citado

Transparency in research: An analysis of ChatGPT usage acknowledgment by authors across disciplines and geographies. Accountability in research, 2025.
Autores: Raman R.
DOI: 10.1080/08989621.2023.2273377 · PubMed: PMID 37877216

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.