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IA em telemedicina e monitoramento remoto

Quais são as experiências de enfermeiros registrados com o uso de inteligência artificial generativa na prática clínica e na pesquisa em enfermagem?

Resposta curta: Uma meta-síntese qualitativa com 113 enfermeiros registrados identificou que a inteligência artificial generativa pode aumentar a eficiência e a competência profissional, mas os enfermeiros enfrentam desafios éticos, culturais e operacionais e necessitam de treinamento, apoio institucional e orientação clara para seu uso padronizado.

Resposta

A inteligência artificial generativa (IAG) tem sido explorada na enfermagem, e compreender as experiências dos enfermeiros registrados é essencial para uma implementação segura. Esta meta-síntese qualitativa reuniu evidências de estudos primários para sintetizar percepções, benefícios, desafios e necessidades de suporte.

Os achados indicam que os enfermeiros percebem a IAG como uma ferramenta potencialmente útil para melhorar a eficiência do trabalho e a competência profissional, auxiliando na tomada de decisão clínica e de pesquisa e no desenvolvimento profissional. No entanto, os participantes relataram desafios éticos, culturais e operacionais ao usar essa tecnologia.

Além disso, os enfermeiros expressaram necessidade de treinamento, apoio institucional e diretrizes claras para o uso padronizado da IAG, mantendo expectativas positivas quanto a aplicações futuras. Esses elementos são vistos como condições para uma integração responsável.

A síntese gerou três achados principais: a IAG pode aumentar a eficiência e a competência; os enfermeiros encontram desafios éticos, culturais e operacionais; e há necessidade de treinamento, suporte institucional e orientação clara. A base de evidências ainda é limitada, e os resultados devem ser interpretados como preliminares.

Para o médico, esses achados reforçam a importância de considerar a perspectiva da equipe de enfermagem ao adotar ferramentas de IAG na prática clínica, planejando treinamentos e diretrizes institucionais que abordem aspectos éticos e operacionais.

O que o estudo mostrou

Trata-se de uma meta-síntese qualitativa que seguiu a abordagem de meta-agregação do Joanna Briggs Institute. Foram incluídos seis estudos qualitativos envolvendo 113 enfermeiros registrados. Trinta e oito achados foram extraídos e agregados em oito categorias, gerando três achados sintetizados: a IAG pode melhorar a eficiência e a competência profissional; os enfermeiros enfrentam desafios éticos, culturais e operacionais; e necessitam de treinamento, apoio institucional e orientação clara para uso padronizado.

Limitações

O resumo informa que a base de evidências atual é limitada e que os achados devem ser interpretados como preliminares. Não são detalhados no resumo a qualidade metodológica dos estudos incluídos, as limitações específicas de cada estudo ou a diversidade dos contextos de saúde e culturais, o que restringe a generalização.

Aplicação no consultório

Os achados sugerem que, ao integrar ferramentas de IAG na prática clínica ou na gestão do consultório, o médico deve considerar a perspectiva da equipe de enfermagem, oferecendo treinamento e estabelecendo diretrizes claras sobre uso ético e operacional. Isso pode favorecer a adoção padronizada e segura da tecnologia, além de apoiar a eficiência e o desenvolvimento profissional da equipe.

Estudo citado

Registered nurses' experiences with generative artificial intelligence: a meta-synthesis of qualitative studies. Frontiers in public health, 2026.
Autores: Deng Y, Zhu Y, Li J, Xiong Y.
DOI: 10.3389/fpubh.2026.1917065 · PubMed: PMID 42577530

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.