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IA em saúde mental

Qual é a prontidão e a ansiedade de estudantes de medicina em relação à inteligência artificial, e como se comparam com estudantes de enfermagem?

Resposta curta: Estudantes de medicina apresentam prontidão e ansiedade moderadas em relação à inteligência artificial. Na subdimensão ética, a prontidão é alta, mas nos escores totais e em cognição, habilidade e visão é moderada. Estudantes de enfermagem mostram prontidão significativamente maior que estudantes de medicina e odontologia.

Resposta

A inteligência artificial (IA) está transformando a prática médica, mas muitos estudantes de graduação em medicina ainda não recebem treinamento adequado sobre o tema. Esta revisão sistemática com meta-análise buscou avaliar a prontidão e a ansiedade desses estudantes em relação à IA, utilizando escalas validadas (MAIRS-MS e AIAS).

Foram incluídos 25 estudos. A análise de prontidão (MAIRS-MS) mostrou nível alto apenas na subdimensão Ética, enquanto o escore total e as subdimensões Cognição, Habilidade e Visão ficaram em nível moderado. Para ansiedade (AIAS), a subdimensão Aprendizagem teve escore baixo, mas o escore geral e as subdimensões Substituição no Trabalho, Cegueira Sociotécnica e Configuração da IA ficaram moderados.

Na análise de subgrupos, estudantes de enfermagem (incluindo obstetrícia) apresentaram escores gerais e nas subdimensões Habilidade, Visão e Ética significativamente maiores que estudantes de medicina e odontologia. Não foi possível comparar ansiedade entre esses grupos devido ao número reduzido de estudos.

Os achados indicam que, embora haja preocupação ética elevada, a formação em IA precisa ser reforçada para melhorar cognição, habilidades e visão sobre o tema. A diferença entre cursos sugere que a enfermagem pode ter integrado melhor esses conteúdos, mas mais pesquisas são necessárias para confirmar.

Para o médico, esses resultados reforçam a importância de buscar educação continuada em IA, especialmente em aspectos práticos e éticos, para acompanhar a transformação digital na saúde.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática com meta-análise que incluiu 25 estudos, dos quais 2 relataram escores de MAIRS-MS e AIAS, e 1 relatou apenas escores totais de ambas as escalas sem subdimensões. A prontidão para IA (MAIRS-MS) foi alta na subdimensão Ética, mas moderada no escore total e em Cognição, Habilidade e Visão. A ansiedade (AIAS) foi baixa em Aprendizagem e moderada no escore geral e em Substituição no Trabalho, Cegueira Sociotécnica e Configuração da IA. Estudantes de enfermagem tiveram escores significativamente maiores que estudantes de medicina e odontologia no MAIRS-MS total e nas subdimensões Habilidade, Visão e Ética.

Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a qualidade metodológica dos estudos incluídos, nem sobre heterogeneidade ou viés de publicação. A comparação de ansiedade entre cursos não foi realizada devido a apenas 1 estudo com estudantes de medicina e odontologia. Os resultados podem não ser generalizáveis para todos os contextos.

Aplicação no consultório

Os achados sugerem que médicos em prática clínica podem ter lacunas de prontidão em IA, especialmente em cognição, habilidades e visão, o que impacta a adoção de ferramentas digitais no consultório. Investir em educação continuada sobre IA, com ênfase em ética e aplicações práticas, pode melhorar a gestão e a qualidade do atendimento. A comparação com enfermagem destaca a importância de equipes multiprofissionais treinadas.

Estudo citado

Medical undergraduate students' readiness and anxiety toward artificial intelligence: a systematic review and meta-analysis. BMC medical education, 2025.
Autores: Luo J, Peng Q, Cao H, Li W, Tan S.
DOI: 10.1186/s12909-025-08388-w · PubMed: PMID 41339885

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.