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IA em oftalmologia e retinopatia

Aplicativos de smartphone são eficazes para detectar doenças oculares pediátricas na prática clínica?

Resposta curta: Sim. Esta revisão sistemática identificou 33 estudos com 16.015 participantes, e a maioria dos aplicativos avaliados demonstrou potencial para detectar erros refrativos, fatores de risco ambliogênicos, estrabismo, leucocoria, retinopatia da prematuridade e calázio. Os autores concluem que essas tecnologias são ferramentas eficazes e promissoras para teleoftalmologia e integração na prática clínica.

Resposta

A revisão sistemática reuniu evidências sobre o uso de smartphones e seus aplicativos na detecção de doenças oculares em crianças. A busca foi feita em cinco bases de dados e incluiu estudos que comparassem a detecção por smartphone com métodos validados, com foco em desfechos diagnósticos em menores de 18 anos.

Foram recuperados 2054 artigos, com inclusão final de 33 estudos e 16.015 participantes. A qualidade metodológica foi avaliada como alta na maioria dos estudos e moderada em uma minoria, o que reforça a consistência geral dos achados relatados pelos autores.

As aplicações avaliadas cobriram diferentes alvos clínicos: erros refrativos por testes de acuidade visual ou fotorefração, fatores de risco ambliogênicos, estrabismo, leucocoria, estereopsia, posição palpebral, calázio, diâmetro corneano e retinopatia da prematuridade. Em conjunto, esses aplicativos demonstraram potencial para a detecção de doenças oculares pediátricas.

A conclusão dos autores é que os aplicativos de smartphone são ferramentas eficazes para detectar causas importantes de distúrbios oculares na infância, como estrabismo, retinopatia da prematuridade, calázio e erros refrativos. Essas tecnologias são apresentadas como oportunidades promissoras para a teleoftalmologia e para integração na prática clínica.

Para o médico, o estudo sugere que a triagem baseada em smartphone pode apoiar o fluxo de avaliação pediátrica, especialmente em contextos de acesso limitado à avaliação oftalmológica. O resumo, porém, não detalha protocolos, critérios de encaminhamento ou custos de implementação.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática com busca em cinco bases de dados, incluindo estudos de 2000 a 2023 com crianças menores de 18 anos que avaliassem detecção e acurácia diagnóstica por smartphone comparada a métodos validados. Foram recuperados 2054 artigos e incluídos 33 estudos, com 16.015 participantes. A maioria dos estudos foi de alta qualidade. Os aplicativos avaliaram erros refrativos, fatores de risco ambliogênicos, estrabismo, leucocoria, estereopsia, posição palpebral, calázio, diâmetro corneano e retinopatia da prematuridade, demonstrando potencial de detecção.

Limitações

O resumo não informa limitações específicas dos estudos incluídos nem detalha heterogeneidade entre aplicativos, populações ou padrões de referência. Também não descreve protocolos de uso, custos ou desempenho diagnóstico por aplicativo. Assim, o resumo permite concluir sobre o potencial geral das tecnologias, mas não sobre superioridade de uma aplicação ou sobre sua validade em contextos clínicos específicos.

Aplicação no consultório

O pediatra e o oftalmologista podem considerar aplicativos de smartphone como apoio à triagem de doenças oculares na infância, incluindo erros refrativos, estrabismo e leucocoria, com encaminhamento conforme julgamento clínico. Na gestão do consultório, a tecnologia pode favorecer a teleoftalmologia e organizar fluxos de avaliação, mas o resumo não traz dados sobre custo, treinamento ou critérios de incorporação, que devem ser definidos localmente.

Estudo citado

Effectiveness of smartphone technology for detection of paediatric ocular diseases-a systematic review. BMC ophthalmology, 2025.
Autores: Vijendran S, Alok Y, Kuzhuppilly NIR, Bhat JR, Kamath YS.
DOI: 10.1186/s12886-025-04160-2 · PubMed: PMID 40448047

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.