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A terapia cognitivo-comportamental em grupo é eficaz para reduzir sintomas e melhorar dimensões psicológicas positivas na síndrome da fadiga crônica em contexto clínico routine?

Resposta curta: Sim. Em estudo pragmático não randomizado com 28 pacientes, a terapia cognitivo-comportamental em grupo por 8 semanas reduziu fadiga física e mental e sintomas depressivos, além de melhorar qualidade de vida, esperança e otimismo, com boa satisfação, mas sem alteração na ansiedade.

Resposta

A síndrome da fadiga crônica é uma condição desafiadora, e a terapia cognitivo-comportamental individual já tem evidências de eficácia. Este estudo explorou a terapia cognitivo-comportamental em grupo (TCCG) em um contexto clínico routine, avaliando não apenas a redução de sintomas, mas também efeitos em dimensões psicológicas positivas.

Trata-se de um estudo pragmático, não randomizado e controlado, no qual 28 participantes atuaram como seus próprios controles em lista de espera, preenchendo medidas oito semanas antes da intervenção. A TCCG consistiu em oito sessões semanais consecutivas de duas horas e meia.

Os resultados mostraram melhoras significativas em fadiga física, fadiga mental e sintomas depressivos em comparação com a lista de espera. Também foram observadas melhoras em qualidade de vida, esperança e otimismo, mas não houve mudança nos níveis de ansiedade. A maioria dos participantes considerou o tratamento benéfico e ficou satisfeita.

Os autores concluem que a TCCG é um tratamento benéfico e custo-efetivo, bem aceito na prática clínica routine para a síndrome da fadiga crônica, com efeitos importantes em dimensões psicológicas positivas que podem potencializar o benefício geral.

O que o estudo mostrou

Estudo pragmático, não randomizado, controlado, com 28 participantes que atuaram como seus próprios controles em lista de espera por 8 semanas antes da intervenção. A TCCG teve 8 sessões semanais de 2,5 horas. Houve melhoras significativas em fadiga física (F = 28.31, P < .01, d = 0.52), fadiga mental (F = 7.72, P < .01, d = 0.22), sintomas depressivos (BDI-FS: F = 11.43, P < .01, d = 0.30; HADS-D: F = 16.72, P < .01, d = 0.38), qualidade de vida (F = 7.56, P < .01, d = 0.23), esperança (F = 15.15, P < .01, d = 0.36) e otimismo (F = 8.17, P < .01, d = 0.23). Não houve mudança na ansiedade. A maioria relatou benefício e satisfação.

Limitações

O resumo não informa o tamanho amostral detalhado por grupo, nem se há cegamento dos avaliadores. O desenho não randomizado e o uso de lista de espera como controle podem introduzir vieses. O resumo também não descreve a população exata, os critérios diagnósticos ou o seguimento após a intervenção, limitando a generalização.

Aplicação no consultório

A TCCG pode ser considerada uma opção de tratamento em grupo para pacientes com síndrome da fadiga crônica, com potencial de reduzir fadiga e depressão e melhorar qualidade de vida, esperança e otimismo. Na gestão do consultório, a modalidade em grupo pode ser custo-efetiva e facilitar o acesso, mas requer estrutura para sessões semanais de 2,5 horas por 8 semanas. É importante monitorar ansiedade, que não melhorou no estudo.

Estudo citado

Service based comparison of group cognitive behavior therapy to waiting list control for chronic fatigue syndrome with regard to symptom reduction and positive psychological dimensions. Medicine, 2019.
Autores: Heald A, Barber L, Jones HL, Farman S, Walther A.
DOI: 10.1097/MD.0000000000016720 · PubMed: PMID 31574792

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.