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IA na atenção primária

Como os pacientes da atenção primária percebem o uso de ferramentas eletrônicas de apoio à decisão clínica pelo médico?

Resposta curta: Uma revisão sistemática mostrou que os pacientes geralmente têm boa aceitação das ferramentas eletrônicas de apoio à decisão clínica. Os principais facilitadores são o estímulo à decisão informada, a promoção de discussões, o auxílio na decisão clínica e o compartilhamento de informações. As barreiras incluem falta de cuidado holístico, linguagem medicalizada e preocupações com confidencialidade.

Resposta

A revisão sistemática identificou que os pacientes da atenção primária geralmente veem as ferramentas eletrônicas de apoio à decisão clínica (eCDSTs) de forma positiva. Os participantes reconhecem que essas ferramentas podem promover decisões mais informadas, estimular discussões com o médico, auxiliar na decisão clínica e facilitar o compartilhamento de informações.

Por outro lado, foram apontadas barreiras importantes. A falta de cuidado holístico, o uso de linguagem excessivamente medicalizada e as preocupações com a confidencialidade dos dados foram mencionados como aspectos que podem dificultar a aceitação. Esses pontos devem ser considerados no desenvolvimento e na implementação dessas ferramentas.

Os autores concluem que a perspectiva dos pacientes deve ser incluída desde a concepção de novas eCDSTs, para que as recomendações estejam alinhadas às necessidades tanto dos pacientes quanto dos clínicos. A revisão reforça a importância de desenvolver ferramentas que sejam aceitáveis e que atendam às expectativas dos usuários.

Para a prática clínica, os achados sugerem que o uso de eCDSTs pode ser bem recebido se os médicos estiverem atentos às preocupações dos pacientes, como a privacidade e a linguagem utilizada. A inclusão do paciente na discussão sobre as recomendações da ferramenta pode aumentar a confiança e a adesão ao cuidado.

Estudos futuros devem focar nas percepções dos pacientes em relação ao uso de eCDSTs para condições de saúde específicas, a fim de refinar o desenvolvimento e a aplicação dessas ferramentas na atenção primária.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática que incluiu 20 artigos, com buscas em quatro bases de dados (Medline, Embase, CINAHL e Cochrane Library), avaliando estudos qualitativos e quantitativos sobre percepções de pacientes da atenção primária em relação ao uso de eCDSTs. Os resultados mostraram que as ferramentas foram geralmente bem aceitas. Facilitadores: promoção de decisão informada, estímulo a discussões, auxílio na decisão clínica e compartilhamento de informações. Barreiras: falta de cuidado holístico, linguagem medicalizada e preocupações com confidencialidade.

Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a qualidade metodológica dos estudos incluídos, nem sobre a heterogeneidade das populações ou dos tipos de eCDSTs avaliados. Também não são apresentadas limitações específicas da revisão. A necessidade de mais pesquisas sobre condições específicas de saúde é mencionada, indicando que os achados podem não ser generalizáveis para todos os contextos.

Aplicação no consultório

Os médicos podem considerar o uso de eCDSTs como aliadas na consulta, mas devem estar atentos para manter uma abordagem holística e evitar linguagem excessivamente técnica. É importante abordar a confidencialidade dos dados e envolver o paciente nas decisões. Na gestão do consultório, a implementação dessas ferramentas pode ser acompanhada de treinamento para garantir comunicação clara e uso ético das informações.

Estudo citado

Perceptions of primary care patients on the use of electronic clinical decision support tools to facilitate health care: A systematic review. Patient education and counseling, 2024.
Autores: He W, Chima S, Emery J, Manski-Nankervis JA, Williams I, Hunter B, Nelson C, Martinez-Gutierrez J.
DOI: 10.1016/j.pec.2024.108290 · PubMed: PMID 38714007

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.