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Bioestimuladores de colágeno

Quais são os principais achados sobre necrose associada a preenchedores de tecidos moles e como manejá-la?

Resposta curta: A necrose é uma complicação rara e devastadora dos preenchedores. Em revisão sistemática com 192 casos, 66,1% evoluíram para necrose e 33,9% tinham necrose iminente. O sulco nasolabial foi o local mais comum (32,4%) e o ácido hialurônico o material mais usado (71,9%). A hialuronidase foi o tratamento inicial mais frequente (19,1%).

Resposta

A necrose associada a preenchedores de tecidos moles é uma complicação rara, porém devastadora. Esta revisão sistemática reuniu 97 artigos com 192 casos de necrose ou necrose iminente após preenchimento, com o objetivo de descrever a relação entre os preenchedores e a necrose, bem como os tratamentos e desfechos.

Os resultados mostram que 66,1% dos casos evoluíram para necrose, enquanto 33,9% apresentavam necrose iminente. O local mais frequentemente associado foi o sulco nasolabial (32,4%, n=88). O material mais utilizado foi o ácido hialurônico (71,9%, n=138). A hialuronidase foi o agente inicial mais empregado (19,1%, n=88).

Além disso, 22,4% dos pacientes com necrose tinham histórico de procedimento cirúrgico ou minimamente invasivo prévio. Esses dados reforçam a importância de considerar fatores de risco e a necessidade de reconhecimento precoce dos sinais de comprometimento vascular.

A revisão fornece uma visão abrangente da necrose como complicação de preenchedores, servindo como ferramenta de referência para clínicos que realizam esses procedimentos e para profissionais que atendem pacientes com essa complicação. O manejo adequado inclui identificação rápida e intervenção com hialuronidase quando indicado.

Apesar da contribuição, o estudo tem limitações metodológicas inerentes a revisões de casos publicados, e o resumo não informa detalhes sobre a qualidade dos relatos ou viés de publicação. A aplicação clínica exige julgamento individualizado e conhecimento das técnicas de resgate.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática seguindo protocolo PRISMA, sem restrição de tempo, que identificou 97 artigos com 192 casos de necrose ou necrose iminente após preenchedores de tecidos moles, com dados individuais. Os achados incluem: 66,1% dos casos progrediram para necrose e 33,9% tinham necrose iminente; o sulco nasolabial foi o local mais comum (32,4%, n=88); o ácido hialurônico foi o material mais usado (71,9%, n=138); a hialuronidase foi o tratamento inicial mais frequente (19,1%, n=88); e 22,4% dos pacientes tinham procedimento prévio.

Limitações

O resumo não informa limitações específicas do estudo, como viés de publicação, heterogeneidade dos relatos de casos ou qualidade metodológica dos artigos incluídos. Por se tratar de revisão de casos publicados, os resultados podem não refletir a população geral. O resumo também não detalha critérios de inclusão ou análise de risco de viés.

Aplicação no consultório

O conhecimento dos locais e materiais mais associados à necrose, como sulco nasolabial e ácido hialurônico, auxilia na estratificação de risco e no consentimento informado. A disponibilidade de hialuronidase e protocolos de resgate no consultório é essencial. A documentação de procedimentos prévios e a vigilância pós-procedimento devem ser incorporadas à rotina, além de treinamento da equipe para reconhecimento precoce de necrose iminente.

Estudo citado

Soft Tissue Dermal Filler-Associated Necrosis and Impending Necrosis: A Systematic Review of the Literature. Dermatologic surgery : official publication for American Society for Dermatologic Surgery [et al.], 2022.
Autores: Rentfro K, Clarey D, Glenn EJ, Sulewski R, Wysong A.
DOI: 10.1097/DSS.0000000000003574 · PubMed: PMID 36129182

Perguntas para aprofundar

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.