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Bioestimuladores de colágeno

Como se apresentam os padrões de isquemia cutânea facial induzida por preenchedores e qual a relação com complicações neuro-oftalmológicas?

Resposta curta: Revisão sistemática de 243 casos mostrou que os angissomos das artérias facial (58%) e oftálmica (48%) são os mais afetados. O envolvimento cutâneo do angissomo oftálmico associou-se a perda visual (39% vs 0,8%) e AVC (8% vs 0,8%). Lesões maiores ou cruzando angissomos relacionaram-se a déficits visuais graves e AVC bilateral. Propõe-se o escore FOEM.

Resposta

A isquemia cutânea facial por oclusão vascular após preenchimento é uma complicação crescente e ainda pouco caracterizada. Este estudo propõe o sistema de pontuação FOEM (artéria facial, artéria oftálmica, artéria carótida externa distal, artéria maxilar interna) para descrever os territórios angissômicos acometidos e padronizar a gravidade.

Na revisão sistemática de 243 casos com 738 fotografias clínicas, os angissomos mais frequentemente afetados foram o da artéria facial (58%) e o da artéria oftálmica (48%). Os segmentos cutâneos mais lesados foram o frontonasal e o angulonasal.

O envolvimento cutâneo do angissomo oftálmico associou-se de forma significativa a complicações neuro-oftalmológicas: perda visual em 39% versus 0,8% (P = 0,00001) e AVC em 8% versus 0,8% (P = 0,0085). Lesões com maior área de superfície cutânea ou envolvimento cruzando angissomos tiveram maior incidência de déficits visuais graves e AVC bilateral.

Os achados reforçam a importância de reconhecer precocemente o território vascular acometido para estratificar o risco de complicações graves. A proposta do escore FOEM visa facilitar a comunicação entre especialistas e a comparação de casos na literatura.

O resumo não informa detalhes sobre o desenho específico além de revisão sistemática, nem sobre a população de pacientes ou limitações metodológicas. Estudos futuros podem validar o escore na prática clínica.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática de casos fotográficos de isquemia cutânea facial por oclusão vascular com preenchedores, seguindo o PRISMA. Foram identificados 243 casos e recuperadas 738 fotografias clínicas digitais. Os angissomos das artérias facial (58%) e oftálmica (48%) foram os mais acometidos. Os territórios frontonasal e angulonasal foram os segmentos cutâneos mais lesados. O envolvimento cutâneo do angissomo oftálmico associou-se a perda visual (39% vs 0,8%; P = 0,00001) e AVC (8% vs 0,8%; P = 0,0085). Lesões com maior área ou cruzando angissomos relacionaram-se a déficits visuais graves e AVC bilateral. Propõe-se o escore FOEM.

Limitações

O resumo não informa limitações do estudo, como viés de publicação, heterogeneidade dos casos ou ausência de dados prospectivos. Por ser baseado em relatos fotográficos publicados, pode haver subnotificação de casos leves e super-representação de casos graves. O resumo também não detalha a população de pacientes nem os critérios de inclusão dos casos.

Aplicação no consultório

O médico deve estar atento aos territórios de risco durante a aplicação de preenchedores, especialmente os angissomos facial e oftálmico. A identificação de isquemia cutânea em áreas do angissomo oftálmico ou com envolvimento cruzado deve levar à avaliação imediata de complicações neuro-oftalmológicas. O escore FOEM pode auxiliar na documentação e na comunicação com outros especialistas, além de padronizar a descrição em prontuário. A gestão do consultório pode incluir protocolos de reconhecimento precoce e encaminhamento rápido.

Estudo citado

Patterns of Filler-Induced Facial Skin Ischemia: A Systematic Review of 243 Cases and Introduction of the FOEM Scoring System and Grading Scale. Plastic and reconstructive surgery, 2023.
Autores: Soares DJ, Bowhay A, Blevins LW, Patel SM, Zuliani GF.
DOI: 10.1097/PRS.0000000000009991 · PubMed: PMID 36477154

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.