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Bioestimuladores de colágeno

Como prevenir e tratar eventos adversos de preenchedores injetáveis segundo a revisão sistemática que embasa as diretrizes da American Society for Dermatologic Surgery?

Resposta curta: Revisão sistemática com 182 estudos mostra que comprometimento visual relacionado à injeção é raro (1-2/1.000.000 pacientes), mas com prognóstico ruim (melhora em 19%). Necrose cutânea é mais comum (aproximadamente 5/1.000) e tem melhor prognóstico (até 77% de melhora). O tratamento depende de hialuronidase. A certeza da evidência é muito baixa.

Resposta

A revisão sistemática teve como objetivo embasar o desenvolvimento de diretrizes de prática clínica da American Society for Dermatologic Surgery sobre o manejo de eventos adversos de preenchedores cutâneos. Foram pesquisadas várias bases de dados por estudos sobre fatores de risco ou tratamentos de comprometimento visual relacionado à injeção (IRVC), necrose cutânea, eventos inflamatórios e nódulos. Quando possível, realizou-se meta-análise. A revisão incluiu 182 estudos.

Os resultados mostram que o IRVC foi muito raro (1-2/1.000.000 pacientes), porém com prognóstico ruim, com melhora em 19% dos casos. A necrose cutânea foi mais comum (aproximadamente 5/1.000), com melhor prognóstico, apresentando melhora em até 77% dos casos. O tratamento de IRVC e necrose cutânea depende primariamente de injeções de hialuronidase.

O risco de necrose cutânea, eventos inflamatórios e nódulos pode ser menor com certos preenchedores, marcas, técnicas de injeção e volume. O tratamento de eventos inflamatórios e nódulos com antibióticos, corticosteroides, 5-FU e hialuronidase foi associado a alta taxa de resposta (75%-80%). A maioria dos estudos era pequena e não comparativa, resultando em certeza da evidência muito baixa.

A conclusão destaca que os profissionais devem ter conhecimento adequado de anatomia, obter histórico de uso de preenchedores cutâneos e estabelecer protocolos preventivos que preparem a prática clínica para manejar complicações. Essas recomendações visam melhorar a segurança e a efetividade dos procedimentos com preenchedores injetáveis.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática que incluiu 182 estudos sobre fatores de risco e tratamentos de eventos adversos de preenchedores injetáveis. O comprometimento visual relacionado à injeção foi muito raro (1-2/1.000.000 pacientes), com melhora em 19% dos casos. Necrose cutânea ocorreu em aproximadamente 5/1.000, com melhora em até 77% dos casos. O tratamento principal para ambos foi hialuronidase. Eventos inflamatórios e nódulos tratados com antibióticos, corticosteroides, 5-FU e hialuronidase tiveram alta taxa de resposta (75%-80%). A certeza da evidência foi muito baixa devido à maioria dos estudos ser pequena e não comparativa.

Limitações

A maioria dos estudos incluídos era pequena e não comparativa, o que resultou em certeza da evidência muito baixa. O resumo não informa detalhes sobre a qualidade metodológica dos estudos, possíveis vieses de publicação ou heterogeneidade entre os estudos. Além disso, os dados sobre IRVC são baseados em eventos raros, limitando a precisão das estimativas.

Aplicação no consultório

Os achados reforçam a necessidade de o dermatologista conhecer profundamente a anatomia facial, investigar o histórico de preenchedores antes de novos procedimentos e implementar protocolos preventivos para complicações. A disponibilidade de hialuronidase e o treinamento da equipe para reconhecer e tratar precocemente eventos adversos, como necrose cutânea e comprometimento visual, são essenciais. A escolha criteriosa do produto, da técnica e do volume pode reduzir riscos. A gestão do consultório deve incluir a documentação do histórico de preenchedores e a padronização de condutas para emergências.

Estudo citado

A Systematic Review Supporting the American Society for Dermatologic Surgery Guidelines on the Prevention and Treatment of Adverse Events of Injectable Fillers. Dermatologic surgery : official publication for American Society for Dermatologic Surgery [et al.], 2021.
Autores: Nayfeh T, Shah S, Malandris K, Amin M, Abd-Rabu R, Seisa MO, Saadi S, Rajjoub R, Firwana M, Prokop LJ, Murad MH.
DOI: 10.1097/DSS.0000000000002911 · PubMed: PMID 33565776

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.