# Uma dose maior de plaquetas no PRP melhora os desfechos clínicos na osteoartrite de joelho?

> Sim, uma revisão sistemática de 29 estudos sugere que doses mais altas de plaquetas no PRP estão associadas a melhores desfechos clínicos na osteoartrite de joelho. Estudos com resultados positivos usaram em média 5.500 ± 474 × 106 plaquetas, enquanto os sem diferença significativa usaram 2.302 ± 437 × 106 (P < .01).

Estudo citado: Berrigan WA, Bailowitz Z, Park A, Reddy A, Liu R, Lansdown D. A Greater Platelet Dose May Yield Better Clinical Outcomes for Platelet-Rich Plasma in the Treatment of Knee Osteoarthritis: A Systematic Review. Arthroscopy : the journal of arthroscopic & related surgery : official publication of the Arthroscopy Association of North America and the International Arthroscopy Association. 2025. DOI: https://doi.org/10.1016/j.arthro.2024.03.018. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38513880/

## Resposta

A revisão sistemática buscou determinar se a dose de plaquetas administrada na injeção de plasma rico em plaquetas (PRP) para osteoartrite de joelho afeta os desfechos clínicos. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados que forneceram contagem, concentração ou dose de plaquetas e escores de desfecho com no mínimo 6 meses. Os estudos foram separados entre aqueles com resultados estatisticamente significativos positivos no grupo PRP e aqueles sem significância.

Dos 29 estudos analisados, 31 braços usaram PRP como tratamento. Desses, 28 apresentaram desfechos positivos estatisticamente significativos aos 6 meses em comparação ao grupo controle. A dose média de plaquetas nos 28 com resultado positivo foi de 5.500 ± 474 × 106, enquanto os 3 sem diferença positiva tiveram dose média de 2.302 ± 437 × 106 (P < .01).

Aos 12 meses, 18 estudos tinham desfechos disponíveis, com 16 de 18 mostrando resultados positivos. Os estudos positivos tiveram dose média de plaquetas de 5.464 ± 511 × 106, enquanto os sem diferença estatística tiveram média de 2.253 ± 753 × 106 (P < .05).

Os autores concluem que a melhora dos desfechos clínicos com injeções de PRP para osteoartrite de joelho pode estar relacionada a uma maior dose de plaquetas. O nível de evidência é II, revisão sistemática de estudos nível I e II.

## O que o estudo mostrou

Revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados que avaliou 29 estudos (31 braços com PRP) sobre injeção de PRP para osteoartrite de joelho. Estudos com desfechos positivos aos 6 meses usaram dose média de plaquetas de 5.500 ± 474 × 106, enquanto os sem resultado positivo usaram 2.302 ± 437 × 106 (P < .01). Aos 12 meses, a diferença persistiu (5.464 ± 511 vs 2.253 ± 753 × 106; P < .05).

## Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a qualidade metodológica dos estudos incluídos, heterogeneidade entre as preparações de PRP, ou possíveis vieses de publicação. Também não são descritas as características dos pacientes ou os métodos de contagem de plaquetas. A conclusão é baseada em comparação de médias entre estudos, não em análise individual de dados.

## Aplicação no consultório

Ao indicar PRP para osteoartrite de joelho, o médico pode considerar a dose de plaquetas do produto utilizado, pois doses mais altas foram associadas a melhores desfechos. Isso pode influenciar a escolha do sistema de preparação e a padronização do procedimento no consultório. A gestão deve incluir a verificação da concentração plaquetária do PRP preparado e a discussão com o paciente sobre a variabilidade dos produtos disponíveis.

## Perguntas para aprofundar

- Qual a dose mínima de plaquetas no PRP para obter benefício clínico na osteoartrite de joelho?
- Como a concentração de plaquetas no PRP influencia os resultados a longo prazo?
- Quais são as limitações dos estudos que comparam diferentes doses de plaquetas no PRP?

Tema: Plasma rico em plaquetas (PRP). Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/prp/uma-dose-maior-de-plaquetas-no-prp-melhora-os-desfechos-clinicos-na/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
