# O plasma rico em plaquetas (PRP) tem utilidade comprovada no tratamento da alopecia?

> Segundo esta revisão sistemática, o PRP resulta em aumento significativo da densidade capilar e da espessura da haste capilar em pacientes com alopecia androgenética, com altas taxas de satisfação e eventos adversos mínimos. Os resultados preliminares em alopecia areata e alopecias cicatriciais são promissores, mas os estudos frequentemente relatam desfechos qualitativos, e não quantitativos.

Estudo citado: Juhasz MLW, Lo Sicco K, Shapiro J. The Utility of Platelet-Rich Plasma for the Treatment of Alopecia. Journal of drugs in dermatology : JDD. 2020. DOI: https://doi.org/10.36849/JDD.2020.5192. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32721141/

## Resposta

Esta revisão sistemática reuniu a literatura sobre o uso de plasma rico em plaquetas (PRP) no tratamento da alopecia, buscando responder se há evidência quantitativa de resultados clínicos que sustente a prática. Os autores partiram da constatação de que o PRP é uma terapia nova, ainda em investigação, mas já administrada por médicos para crescimento capilar sem evidência quantitativa de resultados clínicos.

A busca seguiu as diretrizes PRISMA na base PubMed, com termos relacionados a plasma rico em plaquetas e cabelo, perda capilar ou alopecia. Foram incluídos manuscritos em inglês que descrevessem tratamento com PRP em seres humanos com alopecia. Sessenta e um artigos foram identificados, abordando o PRP como monoterapia ou em combinação com outras modalidades médicas, no tratamento de alopecia androgenética, alopecia areata e alopecia cicatricial, com níveis de evidência variando de Ib a IV.

Os achados indicam que o PRP resulta em aumento significativo da densidade capilar e da largura da haste capilar em pacientes com alopecia androgenética, com altas taxas de satisfação dos pacientes e eventos adversos mínimos. Para alopecia areata e alopecias cicatriciais, os resultados preliminares são descritos como promissores.

Os autores apontam que a heterogeneidade dos dados e o número limitado de ensaios clínicos bem desenhados e de grande escala foram limitações da revisão. Concluem que os médicos devem estar cientes de que os estudos atuais frequentemente relatam desfechos clínicos qualitativos, e não quantitativos, e que devem orientar os pacientes sobre a eficácia do PRP de acordo com essa realidade.

## O que o estudo mostrou

Trata-se de revisão sistemática conduzida conforme as diretrizes PRISMA, com busca na base PubMed em maio de 2019. Foram incluídos manuscritos em inglês que descrevessem tratamento com PRP em seres humanos com alopecia. Sessenta e um artigos foram identificados, com níveis de evidência de Ib a IV, abordando alopecia androgenética, alopecia areata e alopecia cicatricial. O PRP resultou em aumento significativo da densidade capilar e da largura da haste capilar na alopecia androgenética, com altas taxas de satisfação e eventos adversos mínimos.

## Limitações

A própria revisão aponta heterogeneidade dos dados e número limitado de ensaios clínicos bem desenhados e de grande escala como limitações. Além disso, os estudos frequentemente relatam desfechos clínicos qualitativos, e não quantitativos. O resumo não informa detalhes sobre a amostra total de pacientes nem sobre protocolos de preparo e aplicação do PRP.

## Aplicação no consultório

O médico pode considerar o PRP como opção promissora, sobretudo na alopecia androgenética, mas deve comunicar ao paciente que a evidência atual é preliminar e frequentemente qualitativa. Na gestão do consultório, isso implica estruturar orientação realista sobre expectativas, documentar desfechos de forma padronizada e quantitativa e acompanhar a evolução dos estudos antes de incorporar o procedimento como rotina indiscriminada.

## Perguntas para aprofundar

- Quais são os níveis de evidência disponíveis sobre o uso de PRP na alopecia androgenética?
- Como o PRP se compara a outras modalidades no tratamento da alopecia areata?
- Que desfechos quantitativos devem ser documentados no acompanhamento de pacientes tratados com PRP?

Tema: Plasma rico em plaquetas (PRP). Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/prp/o-plasma-rico-em-plaquetas-prp-tem-utilidade-comprovada-no-tratamento-da/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
