# O plasma rico em plaquetas (PRP) tem potencial anti-inflamatório na alopecia cicatricial?

> Uma revisão sistemática identificou estudos descrevendo o uso de PRP na alopecia cicatricial. O PRP mostrou impacto positivo, com redução de sinais inflamatórios e sem efeitos adversos relatados. No entanto, as evidências são limitadas a relatos de caso, e as terapias imunomoduladoras permanecem como tratamento principal até que novas investigações sejam realizadas.

Estudo citado: Suh S, Park M, Babadjouni A, Atanaskova Mesinkovska N. Evaluating Anti-Inflammatory Potential of Platelet-Rich Plasma in Scarring Alopecia: A Systematic Review. Journal of drugs in dermatology : JDD. 2024. DOI: https://doi.org/10.36849/jdd.7813. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39630665/

## Resposta

A alopecia cicatricial é um grupo de distúrbios de perda de cabelo caracterizados pela destruição inflamatória dos folículos pilosos, levando à perda de cabelo e à formação de tecido cicatricial. O tratamento é desafiador devido ao dano irreversível causado pelo processo inflamatório, e a intervenção precoce direcionada à inflamação é crucial para melhorar o prognóstico.

Recentemente, surgiram relatos apoiando o uso de plasma rico em plaquetas (PRP) como terapia não convencional para alopecia cicatricial, sugerindo benefícios potenciais na mitigação da inflamação e na interrupção da progressão da doença. Embora haja evidências crescentes sobre a eficácia e segurança do PRP em alopecias não cicatriciais, como alopecia androgenética e alopecia areata, ainda há escassez de evidências sobre os benefícios clínicos do PRP em alopecias cicatriciais.

Nesta revisão sistemática, os autores conduziram uma revisão da literatura explorando a eficácia e segurança do PRP no tratamento da alopecia cicatricial. Foram identificados estudos descrevendo desfechos do tratamento com PRP. No geral, o PRP demonstrou um impacto positivo, retardando a progressão da doença com redução de sinais de inflamação e sem efeitos adversos relatados.

No entanto, é importante notar que as evidências que apoiam a utilidade do PRP em alopecias cicatriciais estão atualmente limitadas a relatos de caso. Portanto, as terapias imunomoduladoras devem permanecer como terapia principal para alopecias cicatriciais até que investigações adicionais sejam realizadas.

## O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática da literatura que identificou estudos descrevendo desfechos do tratamento com PRP em alopecia cicatricial. Os resultados mostraram que o PRP teve um impacto positivo, retardando a progressão da doença, com redução de sinais de inflamação e sem efeitos adversos relatados. Contudo, as evidências são limitadas a relatos de caso, e o resumo não informa o número total de pacientes, o desenho específico de cada estudo ou critérios de inclusão.

## Limitações

As principais limitações são que as evidências disponíveis se restringem a relatos de caso, o que impede conclusões robustas sobre eficácia e segurança. O resumo não informa o número total de pacientes, os critérios de avaliação padronizados, o tempo de seguimento ou possíveis vieses de publicação. Além disso, não há comparação com outras terapias ou grupo controle.

## Aplicação no consultório

Na prática clínica, o PRP pode ser considerado como uma opção adjuvante em casos selecionados de alopecia cicatricial, mas não deve substituir as terapias imunomoduladoras estabelecidas. O médico deve discutir com o paciente a natureza preliminar das evidências e a necessidade de mais estudos. Para a gestão do consultório, é importante avaliar a demanda e a viabilidade de oferecer PRP, considerando custos e a necessidade de treinamento, sempre alinhando a expectativa do paciente à limitação das evidências atuais.

## Perguntas para aprofundar

- Qual o papel do PRP no tratamento da alopecia cicatricial em comparação com terapias imunomoduladoras?
- Quais são os efeitos adversos relatados com o uso de PRP em alopecias?
- Existem evidências de eficácia do PRP em alopecias não cicatriciais como a androgenética?

Tema: Plasma rico em plaquetas (PRP). Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/prp/o-plasma-rico-em-plaquetas-prp-tem-potencial-anti-inflamatorio-na-alopecia/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
