# O plasma rico em plaquetas (PRP) é promissor no manejo da artrite reumatoide segundo uma revisão sistemática?

> A revisão sistemática identificou oito estudos sobre PRP na artrite reumatoide. Estudos pré-clínicos mostraram redução da atividade da doença e bom perfil de segurança, enquanto estudos in vitro demonstraram supressão da inflamação. Não houve evidência de exacerbação. Os autores consideram a literatura encorajadora, mas ressaltam a necessidade de ensaios maiores e estudos moleculares.

Estudo citado: Chellamuthu G, Muthu S, Khanna M, Khanna V. "Platelet-rich plasma holds promise in management of rheumatoid arthritis"-systematic review. Rheumatology international. 2021. DOI: https://doi.org/10.1007/s00296-021-04849-9. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33834280/

## Resposta

A artrite reumatoide (AR) é tradicionalmente tratada com drogas modificadoras do curso da doença (DMARDs) e DMARDs biológicos. O plasma rico em plaquetas (PRP) tem despertado interesse por seu potencial de interromper e reverter a inflamação. Esta revisão sistemática buscou compilar as evidências disponíveis sobre o uso de PRP na AR, seguindo diretrizes Cochrane e PRISMA, com protocolo registrado no PROSPERO.

Foram incluídos oito estudos, sendo quatro in vitro, dois exclusivamente em modelos animais, um que analisou modelos animais (camundongos) e linhagens celulares Hela, e um relato de série de pacientes com AR resistente tratados com PRP. Nos estudos in vitro, as plaquetas aumentaram a migração e invasão de fibroblastos sinoviais de AR, mas suprimiram a inflamação de forma global. Estudos animais e o estudo humano mostraram resultados encorajadores, sem evidência de exacerbação da inflamação.

A quantidade e a qualidade da literatura sobre os efeitos do PRP em patologias articulares na AR são limitadas. Estudos pré-clínicos mostram diminuição da atividade da doença com bom perfil de segurança, e estudos in vitro demonstram supressão da inflamação. Assim, a literatura disponível é encorajadora para o uso de PRP na AR, mas ensaios clínicos maiores e estudos moleculares são necessários para entender o papel exato das plaquetas na patogênese e nos mecanismos de tratamento.

Para o médico que atua no manejo da AR, esses achados ainda são preliminares e não permitem incorporar o PRP à prática clínica rotineira. A revisão destaca a necessidade de mais pesquisas para definir o papel do PRP no tratamento da AR, incluindo dose, concentração e frequência ideais, que não foram estabelecidas. Portanto, a aplicação clínica permanece no campo da investigação.

No contexto do consultório, é importante que o reumatologista esteja ciente das evidências emergentes, mas sem prometer benefícios ainda não comprovados. A discussão com pacientes sobre terapias experimentais deve ser cautelosa, baseada em dados limitados. A gestão do consultório pode incluir o acompanhamento das publicações sobre PRP, mas a decisão terapêutica deve seguir as diretrizes estabelecidas para o tratamento da AR.

## O que o estudo mostrou

Revisão sistemática com protocolo registrado no PROSPERO, que incluiu oito estudos sobre PRP na artrite reumatoide: quatro in vitro, dois em animais, um em animais e linhagens Hela e um relato de série de casos humanos. Estudos in vitro mostraram que plaquetas aumentam a migração e invasão de fibroblastos sinoviais, mas suprimem a inflamação global. Estudos animais e o humano mostraram resultados encorajadores, sem exacerbação inflamatória. A qualidade da literatura é limitada.

## Limitações

O resumo não informa detalhes sobre o desenho específico de cada estudo, tamanho amostral, tempo de seguimento ou critérios de inclusão. A heterogeneidade entre estudos in vitro, animais e humanos limita conclusões. A quantidade e qualidade da literatura são limitadas, conforme destacado pelos autores, impossibilitando recomendações clínicas definitivas.

## Aplicação no consultório

Os achados ainda não justificam a incorporação do PRP na prática clínica rotineira da artrite reumatoide. O médico deve manter as terapias estabelecidas com DMARDs e biológicos. Discussões sobre PRP com pacientes devem enfatizar a natureza preliminar das evidências. No consultório, pode-se acompanhar a literatura, mas sem oferecer o PRP como opção terapêutica fora de pesquisa. A gestão de pacientes com AR resistente deve seguir protocolos validados.

## Perguntas para aprofundar

- Qual o papel do PRP no tratamento da artrite reumatoide resistente?
- Quais os mecanismos de ação do PRP na inflamação da artrite reumatoide?
- Há evidências de segurança do PRP em pacientes com artrite reumatoide?

Tema: Plasma rico em plaquetas (PRP). Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/prp/o-plasma-rico-em-plaquetas-prp-e-promissor-no-manejo-da-artrite-reumatoide/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
