# O plasma rico em plaquetas é mais eficaz que o ácido hialurônico no tratamento da osteoartrite de joelho?

> Sim, segundo esta meta-análise de 20 ensaios clínicos randomizados, a injeção intra-articular de plasma rico em plaquetas (PRP) mostrou-se superior ao ácido hialurônico (HA) na melhora funcional em curto prazo e no alívio da dor e melhora da função em longo prazo, sem aumento de eventos adversos.

Estudo citado: Tang JZ, Nie MJ, Zhao JZ, Zhang GC, Zhang Q, Wang B. Platelet-rich plasma versus hyaluronic acid in the treatment of knee osteoarthritis: a meta-analysis. Journal of orthopaedic surgery and research. 2020. DOI: https://doi.org/10.1186/s13018-020-01919-9. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32912243/

## Resposta

A osteoartrite de joelho (OAJ) é uma condição prevalente e incapacitante, e as injeções intra-articulares são opções terapêuticas. Esta meta-análise comparou a eficácia do PRP com o HA em pacientes com OAJ, reunindo 20 ensaios clínicos randomizados (RCTs).

Os resultados agrupados mostraram que o PRP reduziu a dor de forma mais eficaz que o HA nos acompanhamentos de 6 e 12 meses, conforme escores WOMAC de dor e VAS. Além disso, o PRP proporcionou melhor recuperação funcional nos acompanhamentos de 1, 3, 6 e 12 meses, avaliada pelo escore WOMAC de função. Os escores totais WOMAC também mostraram diferença significativa em 6 e 12 meses.

O escore IKDC indicou que o PRP foi significativamente mais eficaz que o HA em 3 e 6 meses. No entanto, os escores Lequesne, KOOS e a ocorrência de eventos adversos não mostraram diferenças significativas entre os grupos. O EQ-VAS foi menor nos pacientes tratados com PRP em 12 meses.

A conclusão dos autores é que a injeção intra-articular de PRP parece ser mais eficaz que a de HA para o tratamento da OAJ, tanto na recuperação funcional em curto prazo quanto no alívio da dor e melhora da função em longo prazo, sem aumentar o risco de eventos adversos.

Esses achados podem auxiliar o médico na escolha terapêutica, considerando as características individuais do paciente e a disponibilidade dos tratamentos.

## O que o estudo mostrou

Meta-análise de 20 ensaios clínicos randomizados que comparou injeções intra-articulares de PRP e HA em pacientes com osteoartrite de joelho. Os desfechos avaliados incluíram escores WOMAC (dor, função, rigidez e total) em 1, 3, 6 e 12 meses, IKDC, Lequesne, VAS, EQ-VAS e KOOS. O PRP foi superior ao HA na redução da dor em 6 e 12 meses (WOMAC dor e VAS), na melhora funcional em 1, 3, 6 e 12 meses (WOMAC função), no escore total WOMAC em 6 e 12 meses e no IKDC em 3 e 6 meses. Não houve diferença significativa nos escores Lequesne, KOOS e eventos adversos.

## Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a qualidade metodológica dos estudos incluídos, heterogeneidade entre os ensaios, características dos pacientes ou protocolos de preparo e aplicação do PRP e do HA. Também não são descritas limitações pelos autores. Portanto, os resultados devem ser interpretados com cautela.

## Aplicação no consultório

Os achados podem orientar a discussão com o paciente sobre as opções de injeção intra-articular para osteoartrite de joelho, considerando que o PRP mostrou benefícios superiores ao HA em alguns desfechos. Para a gestão do consultório, é importante avaliar a disponibilidade e o custo do PRP, bem como a necessidade de protocolos padronizados de preparo e aplicação. A decisão deve ser individualizada, ponderando riscos e benefícios.

## Perguntas para aprofundar

- Qual o perfil de paciente com osteoartrite de joelho que mais se beneficia do PRP em relação ao HA?
- Existem diferenças no custo-efetividade entre PRP e HA no tratamento da osteoartrite de joelho?
- Quais são os protocolos de preparo e aplicação do PRP mais utilizados e sua influência nos resultados?

Tema: Plasma rico em plaquetas (PRP). Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/prp/o-plasma-rico-em-plaquetas-e-mais-eficaz-que-o-acido-hialuronico-no-tratamento/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
