# O plasma rico em plaquetas é eficaz, seguro e durável no tratamento das diferentes formas de alopecia?

> A revisão sistemática indica que o PRP é um método seguro e de fácil aplicação para perda de cabelo, com efeitos adversos limitados. A maioria dos estudos mostrou melhora no crescimento e na espessura dos fios, com maior eficácia quando associado ao Minoxidil. A otimização depende de dose, número e intervalo de sessões e técnica de injeção.

Estudo citado: Roohaninasab M, Goodarzi A, Ghassemi M, Sadeghzadeh-Bazargan A, Behrangi E, Najar Nobari N. Systematic review of platelet-rich plasma in treating alopecia: Focusing on efficacy, safety, and therapeutic durability. Dermatologic therapy. 2021. DOI: https://doi.org/10.1111/dth.14768. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33421285/

## Resposta

Esta revisão sistemática avaliou eficácia, segurança e durabilidade terapêutica do plasma rico em plaquetas (PRP) no tratamento de diversas formas de alopecia. A busca sistemática encontrou 64 artigos, dos quais oito estudos originais foram incluídos conforme critérios de inclusão e exclusão. O resumo não detalha o desenho individual desses estudos nem o tamanho da amostra.

Em 62,5% dos estudos, os pacientes apresentaram melhora com a terapia de PRP, com aumento do crescimento e da espessura dos cabelos. O uso simultâneo de PRP e Minoxidil demonstrou a maior taxa de melhora e satisfação. Na alopecia areata, a eficácia máxima foi de 76% e a mínima de 31,7%; na alopecia androgenética, a eficácia máxima foi de 42,75% e a mínima de 25,55%.

O principal efeito adverso foi dor decorrente da injeção de PRP, que desapareceu após o término do tratamento. Apenas um artigo relatou efeitos adversos mais graves, e a recorrência após o tratamento também foi reportada em apenas um artigo. Assim, o PRP é descrito como um método seguro e de fácil aplicação para perda de cabelo, com efeitos adversos limitados.

Os autores destacam que a otimização do método depende da dose, do número de sessões e de seus intervalos e das técnicas de injeção. Segundo os resultados, o PRP, por sua eficácia relativamente alta, efeitos colaterais baixos e toleráveis e baixa taxa de recorrência, pode ser uma boa opção para o tratamento de alopecia e queda de cabelo.

## O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática que encontrou 64 artigos e incluiu oito estudos originais. Em 62,5% dos estudos houve melhora com PRP, com aumento do crescimento e da espessura dos fios. A associação com Minoxidil mostrou a maior taxa de melhora e satisfação. A eficácia variou de 76% a 31,7% na alopecia areata e de 42,75% a 25,55% na alopecia androgenética. O principal efeito adverso foi dor à injeção.

## Limitações

O resumo não informa o desenho individual dos estudos incluídos, o tamanho das amostras, os critérios detalhados de inclusão e exclusão nem as limitações metodológicas dos estudos originais. Também não detalha protocolos de dose, intervalos ou técnicas de injeção, o que limita conclusões sobre padronização e comparação entre os resultados.

## Aplicação no consultório

O PRP pode ser considerado opção segura e de fácil aplicação para alopecia, com efeitos adversos limitados, principalmente dor à injeção. A prática clínica deve considerar a associação com Minoxidil, que mostrou maior melhora e satisfação. Para a gestão do consultório, é necessário definir protocolos de dose, número e intervalo de sessões e técnica de injeção, além de orientar sobre dor e possibilidade de recorrência, embora o resumo não traga dados suficientes para padronizar esses parâmetros.

## Perguntas para aprofundar

- Qual a eficácia do PRP na alopecia androgenética em comparação com a alopecia areata?
- A associação de PRP com Minoxidil melhora os resultados em quais formas de alopecia?
- Quais são os efeitos adversos e a durabilidade do PRP no tratamento capilar?

Tema: Plasma rico em plaquetas (PRP). Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/prp/o-plasma-rico-em-plaquetas-e-eficaz-seguro-e-duravel-no-tratamento-das/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
