# O plasma rico em plaquetas é eficaz no tratamento de alopecias não cicatriciais, como a androgenética e a areata?

> A revisão sistemática mostra que a maior parte das evidências disponíveis tem baixa qualidade e resultados controversos sobre a eficácia do PRP em alopecias não cicatriciais, incluindo androgenética e areata. São necessários mais ensaios randomizados controlados, com amostras maiores e protocolos padronizados, para investigar eficácia e segurança.

Estudo citado: Ayatollahi A, Hosseini H, Gholami J, Mirminachi B, Firooz F, Firooz A. Platelet rich plasma for treatment of non-scarring hair loss: systematic review of literature. The Journal of dermatological treatment. 2017. DOI: https://doi.org/10.1080/09546634.2017.1303571. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28271918/

## Resposta

Esta revisão sistemática reuniu a literatura publicada até novembro de 2015 sobre o uso do plasma rico em plaquetas (PRP) no tratamento de alopecias não cicatriciais. A busca foi feita em bases como Ovid Medline, Scopus e Web of Knowledge, considerando apenas estudos em humanos que avaliassem a eficácia do PRP nesse contexto.

Dos 704 artigos inicialmente recuperados, 18 preencheram os critérios de inclusão: 14 abordavam alopecia androgenética e quatro, alopecia areata. Entre esses estudos, havia dois relatos de caso, oito séries de casos, seis ensaios clínicos controlados e apenas dois ensaios controlados randomizados, o que evidencia a predominância de desenhos com menor poder de inferência causal.

Os resultados foram, em sua maioria, de baixa qualidade e controversos quanto à eficácia do PRP nas alopecias não cicatriciais. Ou seja, a evidência disponível não permite afirmar de forma consistente que o PRP seja eficaz nesses quadros, nem estabelecer com segurança o seu perfil de segurança a partir dos estudos revisados.

Os autores concluem que são necessários novos ensaios controlados randomizados, com amostras maiores e protocolos padronizados quanto ao número e ao intervalo das sessões de tratamento, à quantidade de plaquetas e ao método de ativação, entre outros aspectos. Esses elementos precisam ser definidos para que a eficácia e a segurança do PRP no tratamento da perda de cabelo possam ser adequadamente investigadas.

## O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática de estudos em humanos que avaliaram a eficácia do PRP em alopecias não cicatriciais, com busca em Ovid Medline, Scopus e Web of Knowledge até novembro de 2015. De 704 artigos recuperados, 18 preencheram os critérios de inclusão: 14 sobre alopecia androgenética e quatro sobre alopecia areata, incluindo dois relatos de caso, oito séries de casos, seis ensaios clínicos controlados e apenas dois ensaios controlados randomizados. A maior parte das evidências foi de baixa qualidade e com resultados controversos.

## Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a qualidade metodológica individual dos estudos, o tamanho das amostras, os protocolos de preparo e aplicação do PRP ou os desfechos avaliados. A predominância de relatos e séries de casos e a existência de apenas dois ensaios controlados randomizados limitam a força das conclusões sobre eficácia e segurança.

## Aplicação no consultório

Na prática clínica, o médico deve discutir com o paciente que a evidência sobre PRP em alopecias não cicatriciais é de baixa qualidade e controversa, evitando apresentá-lo como conduta estabelecida. Para a gestão do consultório, isso implica cautela na incorporação do procedimento, definição de critérios claros de indicação e acompanhamento, e alinhamento de expectativas, considerando a ausência de protocolos padronizados quanto a número e intervalo de sessões, quantidade de plaquetas e método de ativação.

## Perguntas para aprofundar

- Quais protocolos de preparo e aplicação do PRP em alopecias já foram estudados?
- Como a qualidade metodológica dos estudos disponíveis influencia a recomendação do PRP na alopecia androgenética?
- Quais desfechos deveriam ser padronizados em futuros ensaios randomizados de PRP para queda de cabelo?

Tema: Plasma rico em plaquetas (PRP). Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/prp/o-plasma-rico-em-plaquetas-e-eficaz-no-tratamento-de-alopecias-nao-cicatriciais/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
