# As injeções de plasma rico em plaquetas (PRP) são eficazes para alopecia androgênica?

> Segundo esta revisão sistemática, as injeções de PRP no couro cabeludo parecem eficazes para alopecia androgênica, promovendo regrowth capilar, reduzindo a queda e aumentando a espessura dos fios. Os efeitos são progressivos, com pico após 3 a 5 sessões, e se atenuam sem novas injeções. Não foram relatados efeitos adversos maiores nos estudos incluídos.

Estudo citado: Picard F, Hersant B, Niddam J, Meningaud JP. Injections of platelet-rich plasma for androgenic alopecia: A systematic review. Journal of stomatology, oral and maxillofacial surgery. 2017. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jormas.2017.06.011. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28676455/

## Resposta

A revisão sistemática avaliou o efeito das injeções de plasma rico em plaquetas (PRP) no couro cabeludo de pacientes com alopecia androgênica. Foram incluídos 14 estudos clínicos, entre randomizados, prospectivos controlados, prospectivos não controlados e retrospectivos, todos avaliando a eficácia clínica do PRP.

Sete de nove estudos que avaliaram densidade capilar relataram aumento significativo, variando entre 12,3 e 45,9 fios/cm² (ou 19-31% fios/cm²). Quatro estudos usaram o teste de tração e encontraram resultado negativo após o tratamento em mais de 95% dos pacientes, indicando redução da queda. Quanto à espessura, um estudo relatou aumento de 46,4% no diâmetro dos fios e outro, aumento de 106,4% no índice de massa capilar.

Os efeitos parecem ser progressivos desde a primeira sessão, com pico após 3 a 5 sessões, e tendem a se atenuar na ausência de novas injeções. Nenhum efeito adverso maior foi reportado nos 14 estudos clínicos incluídos.

A revisão sugere que o PRP é uma opção terapêutica promissora para alopecia androgênica, mas o resumo não detalha o desenho específico de cada estudo, tamanho amostral ou critérios de inclusão, limitando a generalização dos achados.

Para o médico, os resultados apoiam a consideração do PRP como alternativa, mas a decisão deve ser individualizada, ponderando evidências e limitações metodológicas da revisão.

## O que o estudo mostrou

Revisão sistemática que incluiu 14 publicações (3 randomizadas, 4 prospectivas controladas, 4 prospectivas não controladas e 3 retrospectivas) de 32 recuperadas. Sete de nove estudos relataram aumento significativo da densidade capilar entre 12,3 e 45,9 fios/cm² (19-31% fios/cm²). Quatro estudos mostraram teste de tração negativo em mais de 95% dos pacientes após tratamento. Um estudo relatou aumento de 46,4% no diâmetro dos fios e outro, aumento de 106,4% no índice de massa capilar. Não houve efeitos adversos maiores.

## Limitações

O resumo não informa o tamanho amostral total, os critérios de inclusão detalhados, a qualidade metodológica dos estudos incluídos ou possíveis vieses. A heterogeneidade entre os desenhos (randomizados, controlados, não controlados e retrospectivos) limita a força das conclusões. Além disso, o resumo não especifica o tempo de seguimento nem os protocolos de aplicação do PRP.

## Aplicação no consultório

Os achados podem orientar a discussão com pacientes sobre PRP para alopecia androgênica, destacando a necessidade de múltiplas sessões (pico após 3 a 5) e a possibilidade de atenuação sem manutenção. Na gestão do consultório, é importante considerar a demanda por procedimentos e a necessidade de protocolos padronizados. A ausência de efeitos adversos maiores no resumo pode tranquilizar, mas a decisão deve ser baseada em evidências individuais e nas limitações da revisão.

## Perguntas para aprofundar

- Qual o protocolo ideal de aplicação de PRP para alopecia androgênica?
- Por quanto tempo os efeitos do PRP se mantêm após o término das sessões?
- O PRP é eficaz em todos os graus de alopecia androgênica?

Tema: Plasma rico em plaquetas (PRP). Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/prp/as-injecoes-de-plasma-rico-em-plaquetas-prp-sao-eficazes-para-alopecia/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
