# Exoesqueletos de membros inferiores podem melhorar a capacidade intrínseca e a funcionalidade em idosos, conforme a visão da OMS sobre envelhecimento saudável?

> Sim. Revisão sistemática com 36 artigos mostrou que exoesqueletos de membros inferiores melhoram desempenho em testes como caminhada de 10 metros, levantar-sentar e Timed Up and Go, além de qualidade da marcha, mobilidade articular, força e equilíbrio, com redução de comportamento sedentário, dor, esforço muscular e custo metabólico. Benefícios ocorrem mesmo em sessão única.

Estudo citado: Gavrila Laic RA, Firouzi M, Claeys R, Bautmans I, Swinnen E, Beckwée D. A State-of-the-Art of Exoskeletons in Line with the WHO's Vision on Healthy Aging: From Rehabilitation of Intrinsic Capacities to Augmentation of Functional Abilities. Sensors (Basel, Switzerland). 2024. DOI: https://doi.org/10.3390/s24072230. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38610440/

## Resposta

A revisão sistemática reuniu 36 artigos que avaliaram o uso de exoesqueletos de membros inferiores em idosos (65+) com condições como sarcopenia, acidente vascular cerebral, doença de Parkinson e osteoartrite. As intervenções variaram de uma a quarenta sessões e empregaram diversas tecnologias, incluindo exoesqueletos overground, órteses motorizadas de tornozelo-pé e sistemas de assistência à marcha.

Os resultados mostraram melhoras substanciais em indicadores-chave de desempenho, como o Teste de Caminhada de 10 Metros, o Teste de Levantar-Sentar Cinco Vezes e o Timed Up and Go. Também foram observadas melhorias na qualidade da marcha, mobilidade articular, força muscular e equilíbrio, acompanhadas de redução do comportamento sedentário, da percepção de dor, do esforço muscular e do custo metabólico durante a caminhada.

Segundo o resumo, intervenções mais longas podem auxiliar na reabilitação das capacidades intrínsecas, enquanto o aumento imediato das habilidades funcionais pode ser observado até mesmo em uma única sessão. Isso sugere que os exoesqueletos atuam tanto na recuperação quanto na potencialização funcional de idosos.

Os achados são consistentes com a visão da OMS de envelhecimento saudável, pois abordam tanto capacidades intrínsecas quanto habilidades funcionais. A revisão destaca o potencial dessas tecnologias para promover o envelhecimento saudável e o bem-estar de idosos, embora o resumo não detalhe a magnitude dos efeitos ou a qualidade metodológica dos estudos incluídos.

## O que o estudo mostrou

Revisão sistemática com busca em seis bases de dados que identificou 36 artigos envolvendo idosos (65+) com diversas condições de saúde. As intervenções, de uma a quarenta sessões, utilizaram diferentes exoesqueletos de membros inferiores. Os resultados mostraram melhoras em testes como caminhada de 10 metros, levantar-sentar cinco vezes e Timed Up and Go, além de qualidade da marcha, mobilidade articular, força e equilíbrio, com redução de comportamento sedentário, dor, esforço muscular e custo metabólico.

## Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a qualidade metodológica dos estudos incluídos, o tamanho amostral total, a presença de grupos controle ou a magnitude dos efeitos. Também não são descritas limitações específicas das intervenções ou possíveis vieses de publicação, o que restringe a generalização dos achados.

## Aplicação no consultório

Para o médico, a revisão reforça que exoesqueletos de membros inferiores podem ser considerados como recurso adjuvante na reabilitação e na manutenção funcional de idosos com condições como sarcopenia, Parkinson e osteoartrite. Na gestão do consultório, pode-se avaliar a disponibilidade dessas tecnologias em centros de reabilitação e orientar o encaminhamento de pacientes que se beneficiariam de treino de marcha e equilíbrio. A decisão deve considerar o perfil individual e a disponibilidade local, sem promessas de resultados assegurados.

## Perguntas para aprofundar

- Quais são os critérios para indicar exoesqueletos de membros inferiores na reabilitação de idosos?
- Exoesqueletos podem substituir ou complementar a fisioterapia convencional em idosos com Parkinson?
- Como integrar o treinamento com exoesqueletos na rotina de um consultório ou clínica de reabilitação?

Tema: Longevidade e geroscience. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/longevidade-geroscience/exoesqueletos-de-membros-inferiores-podem-melhorar-a-capacidade-intrinseca-e-a/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
