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Longevidade e geroscience

Consumir alimentos saudáveis na meia-idade aumenta a chance de envelhecimento saudável em populações asiáticas?

Resposta curta: Sim. Esta revisão sistemática de 24 coortes de Singapura, China, Japão e Tailândia mostrou que maior consumo de vegetais, frutas, peixe, castanhas, leguminosas, chá, leite e laticínios na meia-idade, e maior adesão a padrões alimentares saudáveis, aumentaram a probabilidade de envelhecimento saudável e de seus componentes na vida tardia.

Resposta

A nutrição é apontada como modulador relevante da probabilidade de envelhecer com saúde. Esta revisão sistemática reuniu evidências de estudos de coorte prospectivos conduzidos na Ásia para avaliar como o consumo alimentar na meia-idade se associa ao envelhecimento saudável e a componentes como função cognitiva, função física e depressão.

Os autores incluíram estudos que avaliavam o consumo de um único alimento ou nutriente na meia-idade, a adesão a diferentes padrões alimentares na meia-idade e a melhora da adesão a padrões alimentares da meia-idade para a vida tardia. A busca abrangeu PubMed, Web of Science e Embase até fevereiro de 2023, sem restrição de idioma, e o protocolo foi registrado no International Prospective Register of Systematic Reviews.

De 16.373 registros, foram incluídos 71 artigos compreendendo 24 coortes de Singapura, China, Japão e Tailândia. A maioria dos estudos apoiou a observação de que maior consumo de alimentos saudáveis na meia-idade aumentava positivamente a probabilidade de envelhecimento saudável e de seus componentes na vida tardia.

Também foi observado que maior adesão a padrões alimentares com escores elevados de diversidade ou alta capacidade antioxidante total se associou a maior probabilidade de envelhecimento saudável. Além disso, a melhora da adesão a padrões alimentares saudáveis da meia-idade para a vida tardia também aumentou essa probabilidade.

A conclusão dos autores é que consumir alimentos saudáveis e aderir a padrões alimentares saudáveis na meia-idade pode promover a probabilidade de envelhecimento saudável, e que melhorar a qualidade da dieta da meia-idade para a vida tardia ainda pode ser benéfico.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática registrada no International Prospective Register of Systematic Reviews e conduzida conforme as diretrizes Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses, com buscas em PubMed, Web of Science e Embase até fevereiro de 2023. De 16.373 registros, foram incluídos 71 artigos com 24 coortes de Singapura, China, Japão e Tailândia. A maioria dos estudos mostrou associação positiva entre maior consumo de alimentos saudáveis e maior adesão a padrões alimentares saudáveis na meia-idade e a probabilidade de envelhecimento saudável e seus componentes.

Limitações

O resumo não informa detalhes sobre o risco de viés dos estudos incluídos, a heterogeneidade entre as coortes, os métodos de mensuração dietética nem a magnitude dos efeitos. Também não informa metanálise. Os achados se restringem às populações asiáticas estudadas e não podem ser generalizados automaticamente para o Brasil.

Aplicação no consultório

Para a prática clínica, o estudo reforça a orientação nutricional voltada ao consumo de vegetais, frutas, peixe, castanhas, leguminosas, chá, leite e laticínios e à adesão a padrões alimentares diversos e com alta capacidade antioxidante, com atenção à meia-idade. Na gestão do consultório, isso pode apoiar a incorporação de avaliação dietética e acompanhamento nutricional longitudinal, além de materiais educativos sobre qualidade da dieta, sem prometer resultados individuais.

Estudo citado

Nutrition and Healthy Ageing in Asia: A Systematic Review. Nutrients, 2023.
Autores: Zhou YF, Song XY, Pan A, Koh WP.
DOI: 10.3390/nu15143153 · PubMed: PMID 37513571

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.