# Wearables podem auxiliar no autogerenciamento de transtornos mentais comuns subclínicos, como ansiedade, depressão e distúrbios do sono?

> Sim, wearables mostram potencial para autogerenciamento de transtornos mentais comuns subclínicos, usando biometria como atividade eletrodérmica, atividade física e frequência cardíaca. A revisão sistemática identificou 12 dispositivos com algoritmos de aprendizado de máquina, mas existem desafios para adoção. O resumo não detalha eficácia clínica ou limitações específicas.

Estudo citado: Robinson T, Condell J, Ramsey E, Leavey G. Self-Management of Subclinical Common Mental Health Disorders (Anxiety, Depression and Sleep Disorders) Using Wearable Devices. International journal of environmental research and public health. 2023. DOI: https://doi.org/10.3390/ijerph20032636. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36768002/

## Resposta

A revisão sistemática avaliou a utilidade de wearables para o autogerenciamento de ansiedade e depressão subclínicas, com foco na redução da carga sobre o sistema de saúde. Foram analisados 12 dispositivos lançados entre 2018 e 2022, considerando tipo de dispositivo, biometria e algoritmo de aprendizado de máquina. Os resultados indicam que wearables podem empoderar usuários no manejo de sintomas, mas há desafios significativos para sua adoção como ferramenta de autogestão.

As biometrias mais comuns foram atividade eletrodérmica (EDA/GSR/SC/temperatura da pele), atividade física e frequência cardíaca, com nove, seis e seis referências, respectivamente. Esses dados são usados por algoritmos de aprendizado de máquina para monitorar e possivelmente prever sintomas. A revisão não informa a acurácia desses algoritmos nem a eficácia clínica dos dispositivos.

A pandemia de COVID-19 acelerou a adoção de tecnologias para suporte à saúde mental, aumentando a recepção de dados de saúde pessoal e wearables. A revisão sugere que wearables têm promessa considerável para autogestão de transtornos mentais comuns subclínicos, mas barreiras como custo, privacidade e integração com o cuidado clínico precisam ser abordadas.

Em termos de valor de mercado, rastreadores de fitness apresentaram benefício social de £513,9 milhões, possivelmente devido à maior retenção de usuários, enquanto smartwatches têm maior penetração. O resumo não detalha como esses valores foram calculados nem sua aplicabilidade ao contexto brasileiro.

Para o médico, os achados reforçam a importância de conhecer as tecnologias disponíveis e seus limites. A revisão não fornece evidências sobre desfechos clínicos, mas destaca a necessidade de orientar pacientes sobre o uso crítico desses dispositivos. A aplicação na prática clínica ainda requer mais estudos para estabelecer protocolos.

## O que o estudo mostrou

Revisão sistemática de 445 artigos triados, que analisou 12 dispositivos wearables para autogerenciamento de transtornos mentais comuns, lançados entre 2018 e 2022. As biometrias mais frequentes foram atividade eletrodérmica (nove referências), atividade física (seis) e frequência cardíaca (seis). Rastreadores de fitness apresentaram benefício social de £513,9 milhões. O resumo não informa desenho detalhado, amostra de participantes ou resultados de eficácia.

## Limitações

O resumo não informa as limitações do estudo, como viés de seleção, heterogeneidade dos dispositivos ou qualidade das evidências. Também não são apresentados dados sobre eficácia clínica, adesão ou segurança. A revisão focou em artigos de 2018-2022, o que pode limitar a generalização. Não há informação sobre amostra de usuários ou países incluídos.

## Aplicação no consultório

Médicos podem considerar wearables como ferramentas adjuvantes no monitoramento de pacientes com sintomas subclínicos, mas devem orientar sobre limitações e privacidade dos dados. Na gestão do consultório, a integração desses dados pode demandar sistemas compatíveis e treinamento da equipe. A revisão não fornece evidências para prescrição, mas destaca a necessidade de avaliar criticamente a tecnologia antes de recomendá-la.

## Perguntas para aprofundar

- Qual a acurácia dos algoritmos de aprendizado de máquina em wearables para detectar ansiedade e depressão subclínicas?
- Como os wearables podem ser integrados ao acompanhamento clínico de pacientes com transtornos mentais comuns?
- Quais são as barreiras éticas e de privacidade no uso de wearables para saúde mental?

Tema: IA e wearables. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/ia-wearables/wearables-podem-auxiliar-no-autogerenciamento-de-transtornos-mentais-comuns/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
