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Sensores de smartphones são eficazes para identificar padrões comportamentais associados a estresse, ansiedade e depressão leve?

Resposta curta: Sim, a revisão sistemática identificou que sensores passivos de smartphones (GPS, Bluetooth, acelerômetro, microfone, luz, giroscópio e Wi-Fi) captam padrões como menor mobilidade, sedentarismo, sono irregular e maior uso do telefone associados a estresse, ansiedade e depressão leve em adultos não clínicos.

Resposta

A revisão sistemática teve como objetivo avaliar a evidência sobre a eficácia do fenotipagem digital usando smartphones para identificar padrões comportamentais relacionados a estresse, ansiedade e depressão leve, e quais sensores são efetivos e quais os desafios associados.

Foram incluídos 36 artigos reportando 40 estudos, com participantes adultos (estudantes universitários, adultos não afiliados a organizações e empregados). A duração variou de 10 dias a 3 anos. Sensores passivos como GPS, Bluetooth, acelerômetro, microfone, iluminância, giroscópio e Wi-Fi foram usados para avaliar localizações visitadas, mobilidade, padrões de fala, uso do telefone, tempo na cama, atividade física, sono e interações sociais.

Os achados mostram que estudantes e adultos com estresse, ansiedade ou depressão visitaram menos locais, foram mais sedentários, tiveram sono irregular e maior uso do telefone. Em empregados, menor mobilidade no trabalho associou-se a melhor desempenho, diferindo dos demais grupos. No geral, viagem, atividade física, sono, interação social e uso do telefone relacionaram-se aos desfechos.

A maioria dos estudos (31 de 40, 78%) utilizou modelos de aprendizado de máquina para predição, enquanto outros 8 (20%) usaram estatística descritiva. Os resultados fornecem evidência de que sensores de smartphones são eficazes para identificar padrões comportamentais associados a estresse, ansiedade e depressão leve em participantes não clínicos.

Os autores concluem que a fenotipagem digital por smartphones pode captar sinais precoces, mas o resumo não detalha limitações metodológicas ou vieses dos estudos incluídos.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática com 36 artigos (40 estudos) que avaliou sensores de smartphones em adultos não clínicos. Sensores passivos (GPS, Bluetooth, acelerômetro, microfone, iluminância, giroscópio, Wi-Fi) captaram padrões de mobilidade, sono, atividade física, interação social e uso do telefone. Estudantes e adultos com estresse, ansiedade ou depressão visitaram menos locais, foram mais sedentários, tiveram sono irregular e maior uso do telefone. Em empregados, menor mobilidade associou-se a melhor desempenho. A maioria dos estudos usou aprendizado de máquina.

Limitações

O resumo não informa limitações específicas dos estudos incluídos, como heterogeneidade de desenhos, duração variável (10 dias a 3 anos) ou possíveis vieses de seleção. Também não detalha a acurácia dos modelos de aprendizado de máquina nem a validação externa. Estudos com populações clínicas, adolescentes e crianças foram excluídos, limitando a generalização para esses grupos.

Aplicação no consultório

A fenotipagem digital pode auxiliar o médico na identificação precoce de sinais de estresse, ansiedade e depressão leve por meio de dados passivos de smartphones, especialmente em programas de monitoramento de pacientes. No consultório, isso pode orientar a triagem e o acompanhamento longitudinal, mas requer infraestrutura para coleta e análise de dados, além de considerações éticas e de privacidade. A gestão pode incluir parcerias com tecnologia ou uso de aplicativos validados, sem substituir a avaliação clínica.

Estudo citado

Digital Phenotyping for Stress, Anxiety, and Mild Depression: Systematic Literature Review. JMIR mHealth and uHealth, 2024.
Autores: Choi A, Ooi A, Lottridge D.
DOI: 10.2196/40689 · PubMed: PMID 38780995

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.