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IA e wearables

A realidade virtual imersiva e vestível é eficaz para avaliação e intervenção no autismo, segundo a evidência atual?

Resposta curta: A revisão sistemática indica que intervenções com realidade virtual vestível podem melhorar comunicação social, atenção conjunta, regulação emocional, habilidades de vida diária, função executiva e engajamento em pessoas autistas. Porém, a evidência é heterogênea, com amostras pequenas, poucos ensaios randomizados e seguimento de longo prazo escasso, o que limita a generalização dos achados.

Resposta

A realidade virtual imersiva e vestível é uma tecnologia emergente com potencial crescente para apoiar avaliação e intervenção em pessoas autistas. A revisão sistemática conduzida com síntese narrativa, seguindo as diretrizes PRISMA, reuniu estudos publicados entre 2015 e agosto de 2025 em bases como PubMed, Scopus, IEEE Xplore, Web of Science e Google Scholar.

Foram incluídos estudos que investigaram intervenções com realidade virtual vestível e imersiva em crianças e adultos com transtorno do espectro autista. Os resultados demonstraram que essas intervenções podem melhorar comunicação social, atenção conjunta, regulação emocional, habilidades de vida diária, função executiva e engajamento do usuário.

Tecnologias inovadoras, incluindo rastreamento ocular e sistemas baseados em inteligência artificial, também possibilitaram avaliação objetiva do comportamento de olhar, da interação social e das respostas fisiológicas. Esses recursos ampliam a possibilidade de monitorar domínios relevantes de forma estruturada.

Apesar do potencial, a evidência é caracterizada por considerável heterogeneidade metodológica, predominância de amostras pequenas, uso limitado de desenhos randomizados controlados e escassez de seguimento de longo prazo. Esses fatores reduzem a generalização dos achados e exigem cautela na interpretação clínica.

Os autores propõem uma avaliação pré-intervenção estruturada que integre perfis sensorial, cognitivo, emocional e de tolerância à realidade virtual, para apoiar o planejamento individualizado. Pesquisas futuras devem priorizar medidas de desfecho padronizadas, desenhos rigorosos e investigações longitudinais para fortalecer a tradução clínica dessas intervenções no autismo.

O que o estudo mostrou

Trata-se de revisão sistemática com síntese narrativa, conduzida conforme as diretrizes PRISMA, com buscas em PubMed, Scopus, IEEE Xplore, Web of Science e Google Scholar, identificando estudos publicados entre 2015 e agosto de 2025. Foram incluídos estudos sobre intervenções com realidade virtual vestível e imersiva em crianças e adultos com transtorno do espectro autista. Os achados sugerem melhora em comunicação social, atenção conjunta, regulação emocional, habilidades de vida diária, função executiva e engajamento, além de avaliação objetiva por rastreamento ocular e sistemas de inteligência artificial.

Limitações

O resumo informa considerável heterogeneidade metodológica entre os estudos, predominância de amostras pequenas, uso limitado de desenhos randomizados controlados e escassez de seguimento de longo prazo. Esses fatores reduzem a generalização dos achados. O resumo não informa detalhes sobre características específicas das populações incluídas, duração das intervenções ou medidas de desfecho utilizadas em cada estudo.

Aplicação no consultório

Na prática clínica, a realidade virtual vestível pode ser considerada como recurso complementar de avaliação e intervenção individualizada, desde que precedida de avaliação estruturada dos perfis sensorial, cognitivo, emocional e de tolerância à tecnologia. Para a gestão do consultório, isso implica planejar tempo para essa avaliação pré-intervenção, definir medidas de acompanhamento padronizadas e evitar expectativas além do que a evidência atual sustenta, dado o predomínio de amostras pequenas e desenhos não randomizados.

Estudo citado

Immersive wearable virtual reality for autism: a systematic review of current evidence. Frontiers in psychiatry, 2026.
Autores: Failla C, Minutoli R, Chilà P, Doria G, Scarcella I, Marraffa C, Corpina F, Roccaforte G, Crifò N, Meduri A, Pioggia G, Marino F.
DOI: 10.3389/fpsyt.2026.1771573 · PubMed: PMID 42577593

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.