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IA e wearables

A inteligência artificial pode ser útil na reabilitação cardíaca e no monitoramento remoto de pacientes?

Resposta curta: Segundo esta revisão sistemática, a incorporação da inteligência artificial na atenção à saúde, na entrega da reabilitação cardíaca e no monitoramento tem grande potencial para detecção precoce de eventos cardíacos, permitindo monitoramento domiciliar e melhorando a tomada de decisão do clínico. A revisão identificou oito estudos elegíveis, mas o resumo não detalha seus resultados individuais.

Resposta

A revisão sistemática avaliou o conjunto atual de pesquisas sobre a eficácia da inteligência artificial na reabilitação cardíaca. Os autores descrevem que a inteligência artificial pode ser incorporada a dispositivos pessoais, como relógios inteligentes e smartphones, a dispositivos de diagnóstico e de monitoramento domiciliar, além de certos contextos de cuidado hospitalar.

O trabalho seguiu as diretrizes PRISMA, com critérios de inclusão e exclusão definidos pela ferramenta PICO. Foram encontrados oito estudos que atenderam aos critérios de inclusão. O resumo não informa o desenho individual desses estudos, o tamanho das amostras, as populações específicas nem os desfechos medidos em cada um.

A conclusão dos autores é que a incorporação da inteligência artificial na atenção à saúde, na entrega da reabilitação cardíaca e no monitoramento apresenta grande potencial para a detecção precoce de eventos cardíacos, para viabilizar o monitoramento domiciliar e para aprimorar a tomada de decisão do clínico.

Para o médico, o achado central é o direcionamento promissor dessa tecnologia em três frentes: detecção precoce, acompanhamento fora do ambiente hospitalar e apoio à decisão. O resumo, porém, não traz estimativas de efeito, não compara modalidades de inteligência artificial entre si e não descreve resultados clínicos quantitativos, o que limita a extrapolação para a prática imediata.

O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática conduzida conforme as diretrizes PRISMA, com critérios de inclusão e exclusão definidos pela ferramenta PICO, cujo objetivo foi avaliar a eficácia da inteligência artificial na reabilitação cardíaca. Foram encontrados oito estudos que atenderam aos critérios de inclusão. O resumo não informa o desenho, o tamanho da amostra nem os desfechos desses estudos. A conclusão aponta potencial para detecção precoce de eventos cardíacos, monitoramento domiciliar e melhora da tomada de decisão clínica.

Limitações

O resumo não informa as características dos oito estudos incluídos, como desenho, amostras, populações e desfechos, nem apresenta estimativas de efeito. Também não descreve limitações metodológicas da própria revisão, como risco de viés ou heterogeneidade entre os estudos. Assim, o resumo permite concluir apenas que existe potencial, não que haja eficácia comprovada.

Aplicação no consultório

O médico pode acompanhar com interesse o uso de dispositivos pessoais e de monitoramento domiciliar como apoio à reabilitação cardíaca, mas o resumo não fornece dados suficientes para incorporar rotineiramente ferramentas de inteligência artificial na prática. Na gestão do consultório, vale considerar que tecnologias de monitoramento remoto podem, no futuro, ampliar o acompanhamento entre consultas e apoiar decisões clínicas, sem que isso esteja quantificado nesta revisão.

Estudo citado

Harnessing artificial intelligence in cardiac rehabilitation, a systematic review. Future cardiology, 2022.
Autores: Sotirakos S, Fouda B, Mohamed Razif NA, Cribben N, Mulhall C, O'Byrne A, Moran B, Connolly R.
DOI: 10.2217/fca-2021-0010 · PubMed: PMID 33860679

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.