# Como o Big Data e a inteligência artificial podem ser aplicados na cirurgia cardíaca para melhorar a predição de risco e a medicina personalizada?

> O Big Data, com técnicas de inteligência artificial e aprendizado de máquina, integra fontes como prontuários eletrônicos, registros e dados de imagem para construir modelos preditivos que capturam associações e padrões ocultos, potencialmente representando melhor o risco individual e o prognóstico do que escores cirúrgicos clássicos, além de fomentar a medicina personalizada e evidenciar limitações dos ensaios clínicos randomizados.

Estudo citado: Montisci A, Palmieri V, Vietri MT, Sala S, Maiello C, Donatelli F et al.. Big Data in cardiac surgery: real world and perspectives. Journal of cardiothoracic surgery. 2022. DOI: https://doi.org/10.1186/s13019-022-02025-z. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36309702/

## Resposta

O Big Data e as técnicas analíticas derivadas, como inteligência artificial e aprendizado de máquina, têm sido considerados uma revolução na prática moderna da medicina. Na cirurgia cardíaca, os principais alvos do uso dessas abordagens são a construção de modelos preditivos para reconhecer padrões ou associações que representem melhor o risco individual ou o prognóstico em comparação aos escores cirúrgicos clássicos.

As fontes de Big Data são múltiplas e abrangem prontuários eletrônicos, estudos clínicos, dados de imagem, registros, bases administrativas, desfechos relatados por pacientes e perfis OMICS. O objetivo central dessas análises é revelar associações e padrões ocultos que possam auxiliar na estratificação de risco e na personalização do cuidado.

Os resultados desses estudos contribuíram para despertar o interesse pela medicina personalizada e para reconhecer as limitações dos ensaios clínicos randomizados em representar o mundo real. No entanto, as principais fontes de evidência para diretrizes e recomendações permanecem os ensaios clínicos randomizados e as meta-análises.

A extensão da revolução do Big Data e dos novos modelos analíticos na cirurgia cardíaca ainda precisa ser determinada. O resumo não informa dados sobre amostra, desenho específico ou limitações detalhadas dos estudos incluídos, tratando-se de uma revisão que discute o potencial e as perspectivas dessas ferramentas.

## O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão (incluindo meta-análise) que discute o uso de Big Data e técnicas derivadas, como inteligência artificial e aprendizado de máquina, na cirurgia cardíaca. O resumo não informa amostra ou desenho detalhado. Os achados apontam que o Big Data, proveniente de múltiplas fontes (prontuários eletrônicos, estudos clínicos, imagens, registros, bases administrativas, desfechos relatados por pacientes e OMICS), visa revelar associações e padrões ocultos. Na cirurgia cardíaca, os principais alvos são modelos preditivos para reconhecer padrões ou associações que representem melhor o risco individual ou prognóstico em comparação aos escores cirúrgicos clássicos. Os resultados contribuíram para o interesse na medicina personalizada e para reconhecer limitações dos ensaios clínicos randomizados em representar o mundo real, embora estes e as meta-análises permaneçam as principais fontes de evidência para diretrizes.

## Limitações

O resumo não informa as limitações específicas dos estudos incluídos na revisão, nem detalha a amostra ou o desenho dos trabalhos analisados. Por ser uma revisão, não são apresentados dados primários que permitam generalizações. Além disso, o resumo não fornece informações sobre a extensão da revolução do Big Data na cirurgia cardíaca, indicando que essa determinação ainda está pendente.

## Aplicação no consultório

Para o médico brasileiro, o texto reforça que modelos preditivos baseados em Big Data podem, no futuro, auxiliar na estratificação de risco individual e na personalização do cuidado em cirurgia cardíaca, mas ainda não substituem os escores clássicos nem as diretrizes baseadas em ensaios clínicos randomizados e meta-análises. Na gestão do consultório, isso implica cautela ao adotar ferramentas de inteligência artificial para decisões clínicas, priorizando evidências robustas e considerando a integração de múltiplas fontes de dados para melhorar a representação do mundo real, sem abandonar os padrões estabelecidos.

## Perguntas para aprofundar

- Quais são as principais fontes de Big Data utilizadas em cirurgia cardíaca?
- Como os modelos preditivos baseados em Big Data se comparam aos escores cirúrgicos clássicos?
- Por que os ensaios clínicos randomizados ainda são a principal fonte de evidência para diretrizes, apesar do avanço do Big Data?

Tema: IA em triagem e prontuário eletrônico. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/ia-triagem-prontuario/como-o-big-data-e-a-inteligencia-artificial-podem-ser-aplicados-na-cirurgia/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
