# Quais padrões arquiteturais predominam em sistemas de informação em saúde e como eles se alinham às necessidades do ecossistema?

> Uma revisão sistemática identificou que arquiteturas baseadas em serviços e descentralizadas/ledger distribuído predominam, com modelos emergentes integrando edge computing e design modular. Contratos baseados em FHIR estabilizam interfaces, reduzem custos de integração, mas persistem lacunas em cuidado transfronteiriço, sustentabilidade e integração de inteligência artificial.

Estudo citado: Casanova R, Villa-Garzon FA, Branch-Bedoya JW. Architectural patterns for health information systems: a systematic review. Frontiers in digital health. 2025. DOI: https://doi.org/10.3389/fdgth.2025.1694839. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41333107/

## Resposta

A revisão sistemática analisou 89 estudos publicados entre 2020 e 2025 sobre padrões arquiteturais em sistemas de informação em saúde (HIS). Os resultados mostram que arquiteturas baseadas em serviços (como microsserviços) e descentralizadas/ledger distribuído são predominantes, refletindo a busca por maior interoperabilidade e resiliência.

Além disso, modelos emergentes integram edge computing e design modular, permitindo maior flexibilidade e escalabilidade. Um achado relevante é que contratos baseados em FHIR atuam como estabilizadores de interfaces, possibilitando validação e redução de custos de integração entre sistemas.

Apesar dos avanços, os autores identificam lacunas persistentes em áreas como cuidado transfronteiriço, sustentabilidade e integração de inteligência artificial. Essas lacunas sugerem que os padrões arquiteturais atuais ainda não abordam completamente os requisitos de um ecossistema de saúde digital abrangente.

A conclusão destaca que, embora os microsserviços dominem as arquiteturas atuais de HIS, alcançar ecossistemas resilientes e interoperáveis exige maior diversidade arquitetural e colaboração intersetorial. Isso implica que decisões de arquitetura devem considerar não apenas aspectos técnicos, mas também necessidades organizacionais e de política de saúde.

Para o médico brasileiro, esses achados são relevantes ao avaliar sistemas de informação em sua prática ou gestão de consultório, pois indicam a importância de escolher soluções que adotem padrões abertos e modularidade para facilitar integração e evitar fragmentação.

## O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática seguindo as diretrizes PRISMA 2020, com busca em Scopus, IEEE Xplore, PubMed e Web of Science, abrangendo estudos de 2020 a 2025. De 304 registros iniciais, 89 atenderam aos critérios de inclusão. Os achados revelam predominância de arquiteturas baseadas em serviços e descentralizadas/ledger distribuído, com modelos emergentes integrando edge computing e design modular. Contratos baseados em FHIR foram identificados como estabilizadores de interfaces, reduzindo custos de integração. Lacunas persistem em cuidado transfronteiriço, sustentabilidade e integração de inteligência artificial.

## Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a qualidade metodológica dos estudos incluídos, possíveis vieses de publicação ou limitações geográficas. Também não são descritas as limitações específicas da revisão, como restrições de idioma ou bases de dados. Portanto, as conclusões devem ser interpretadas com cautela quanto à generalização para diferentes contextos de saúde.

## Aplicação no consultório

Na prática clínica e na gestão do consultório, os achados reforçam a importância de priorizar sistemas que adotem arquiteturas modulares e padrões abertos, como FHIR, para facilitar a interoperabilidade e reduzir custos de integração. Ao avaliar softwares de gestão ou prontuários eletrônicos, o médico pode considerar a adoção de microsserviços e design modular como indicativos de maior flexibilidade e capacidade de evolução. Além disso, a diversidade arquitetural e a colaboração intersetorial são apontadas como necessárias para ecossistemas resilientes, o que pode orientar decisões de investimento em tecnologia.

## Perguntas para aprofundar

- Como os padrões arquiteturais em sistemas de informação em saúde podem impactar a interoperabilidade no consultório médico?
- Quais são as lacunas atuais nos sistemas de informação em saúde em relação ao cuidado transfronteiriço e à inteligência artificial?
- De que forma a adoção de contratos baseados em FHIR pode reduzir custos de integração em sistemas de saúde?

Tema: IA em telemedicina e monitoramento remoto. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/ia-telemedicina-monitoramento/quais-padroes-arquiteturais-predominam-em-sistemas-de-informacao-em-saude-e/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
