# Intervenções de telessaúde podem apoiar a transição para o autogerenciamento em adolescentes com condições alérgicas?

> Uma revisão sistemática com dezoito artigos e quinze intervenções de telessaúde mostrou efeitos positivos ou nenhuma diferença em relação a controles ativos em desfechos de autogerenciamento, qualidade de vida e utilização de serviços de saúde. A maioria visava asma e usava aplicativos móveis. Interação com pares ou profissionais, gamificação e personalização podem aumentar o engajamento.

Estudo citado: Sullivan MO, Curtin M, Flynn R, Cronin C, Mahony JO, Trujillo J. Telehealth interventions for transition to self-management in adolescents with allergic conditions: A systematic review. Allergy. 2024. DOI: https://doi.org/10.1111/all.15963. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38041398/

## Resposta

A transição para o autogerenciamento em adolescentes com condições alérgicas é um desafio clínico. Uma revisão sistemática recente buscou sintetizar a evidência sobre intervenções de telessaúde voltadas a esse objetivo. Foram incluídos dezoito artigos que relataram quinze intervenções. A maioria (86%) era direcionada a adolescentes com asma. As modalidades mais comuns foram aplicativos móveis, seguidas de videoconferência, plataformas web, realidade virtual e inteligência artificial.

As intervenções foram classificadas em cinco categorias de conteúdo: educacional, monitoramento, comportamental, psicossocial e navegação em saúde. Os autores sugerem que a interação com pares e/ou profissionais de saúde, a gamificação e a personalização podem aumentar o engajamento dos adolescentes. Os estudos mostraram efeitos positivos das intervenções ou nenhuma diferença em relação a controles ativos em desfechos de autogerenciamento, como conhecimento, em desfechos de saúde, como qualidade de vida, e em desfechos econômicos, como utilização de serviços de saúde.

Os desfechos de implementação mais relatados foram aceitabilidade, adequação, viabilidade e fidelidade. A qualidade metodológica foi avaliada com a ferramenta Mixed Methods Appraisal Tool, e a síntese foi narrativa. O resumo não informa o tamanho amostral total nem as limitações dos estudos primários. Também não detalha a magnitude dos efeitos ou a significância estatística dos achados.

Para o médico que atende adolescentes com condições alérgicas, a revisão sugere que intervenções de telessaúde podem ser consideradas como ferramentas de apoio à transição para o autogerenciamento, especialmente em asma. A escolha da modalidade deve considerar a disponibilidade de recursos e as preferências do paciente. A personalização e a interação com profissionais podem favorecer o engajamento, mas o resumo não permite afirmar superioridade de uma modalidade sobre outra.

No consultório, a incorporação de telessaúde requer planejamento, incluindo a seleção de tecnologias, treinamento da equipe e definição de fluxos de acompanhamento. A revisão não fornece dados econômicos detalhados que permitam uma análise de custo-benefício. Assim, a decisão deve ser individualizada, considerando a realidade local e a necessidade de mais estudos para confirmar os achados em diferentes contextos e condições alérgicas além da asma.

## O que o estudo mostrou

Revisão sistemática que incluiu dezoito artigos, relatando quinze intervenções de telessaúde. A maioria (86%) era direcionada a adolescentes com asma. As modalidades mais comuns foram aplicativos móveis, seguidas de videoconferência, web, realidade virtual e inteligência artificial. Cinco categorias de conteúdo foram identificadas: educacional, monitoramento, comportamental, psicossocial e navegação em saúde. Os estudos mostraram efeitos positivos ou nenhuma diferença em relação a controles ativos em desfechos de autogerenciamento, saúde e econômicos. Os desfechos de implementação mais relatados foram aceitabilidade, adequação, viabilidade e fidelidade.

## Limitações

O resumo não informa o tamanho total da amostra, as limitações dos estudos incluídos, a magnitude dos efeitos ou a significância estatística. A maioria das intervenções era para asma, o que limita a generalização para outras condições alérgicas. A qualidade metodológica foi avaliada, mas os resultados dessa avaliação não são detalhados no resumo. A síntese narrativa não permite conclusões quantitativas robustas.

## Aplicação no consultório

A revisão apoia a consideração de intervenções de telessaúde para apoiar adolescentes com condições alérgicas, especialmente asma, na transição para o autogerenciamento. No consultório, isso pode orientar a recomendação de aplicativos móveis ou outras modalidades, desde que haja infraestrutura e engajamento. A gestão pode incluir treinamento da equipe e definição de fluxos de acompanhamento remoto. No entanto, a ausência de dados detalhados sobre custo-efetividade e superioridade entre modalidades exige cautela na implementação.

## Perguntas para aprofundar

- Quais são as evidências sobre a eficácia de aplicativos móveis no autogerenciamento da asma em adolescentes?
- Como a gamificação pode melhorar o engajamento de adolescentes com condições alérgicas em programas de telessaúde?
- Quais desfechos de implementação devem ser considerados ao adotar telessaúde para adolescentes com alergias no consultório?

Tema: IA em telemedicina e monitoramento remoto. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/ia-telemedicina-monitoramento/intervencoes-de-telessaude-podem-apoiar-a-transicao-para-o-autogerenciamento-em/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
