Como a usabilidade de sistemas de telemedicina é avaliada em pacientes geriátricos e quais desafios são identificados?
Resposta curta: Uma revisão de 16 estudos publicados entre 2000 e 2016 mostrou que a maioria foca na usabilidade geral, com alta satisfação e aceitação, mas ainda há poucas avaliações científicas robustas. Os projetistas devem considerar aspectos cognitivos, perceptivos e comportamentais dos idosos ao desenvolver sistemas de telemedicina.
Resposta
A telemedicina pode ser especialmente útil para a população geriátrica, que deve representar 20% da população em breve. No entanto, a usabilidade desses sistemas para esse grupo ainda é pouco estudada. Esta revisão sistemática analisou a literatura de 2000 a 2016 para identificar características de estudos de usabilidade com participantes idosos e os desafios encontrados.
Foram encontrados 297 artigos inicialmente, e após triagem, 16 foram incluídos. Desses, 60% focaram na usabilidade geral de sistemas de telemedicina; 6,25% em robô de telepresença; 12,5% compararam consulta presencial com telemedicina; e 25% abordaram outros aspectos além da usabilidade. Os achados incluíram alta satisfação do paciente em 31,25% dos estudos e alta aceitação em 31,25%; coordenação de cuidados, confiança, privacidade e confiabilidade foram reportadas em 6,25% cada; e maior conveniência em relação a visitas pessoais em 18,75%.
A revisão conclui que há pesquisa limitada fornecendo avaliação de usabilidade científica e reprodutível nas várias etapas de desenvolvimento de sistemas de telemedicina. Os projetistas precisam considerar questões relacionadas à idade, como cognição, percepção e comportamento dos pacientes geriátricos ao projetar aplicações de telemedicina. Direções futuras de pesquisa foram desenvolvidas com base nas limitações e outros resultados encontrados.
Para o médico, esses achados reforçam a importância de escolher sistemas de telemedicina que tenham sido avaliados com pacientes idosos e que considerem suas necessidades específicas. A alta satisfação e aceitação relatadas são encorajadoras, mas a falta de avaliações rigorosas sugere cautela na implementação. O resumo não informa o desenho detalhado dos estudos incluídos, nem o tamanho da amostra, nem limitações específicas de cada estudo.
A aplicação no consultório envolve considerar a usabilidade ao adotar plataformas de telemedicina para pacientes geriátricos, treinar a equipe para auxiliar esses pacientes e monitorar a experiência do usuário. A gestão do consultório pode se beneficiar de sistemas que ofereçam suporte à coordenação de cuidados e que sejam confiáveis e privados, conforme indicado nos estudos revisados.
O que o estudo mostrou
Revisão sistemática da literatura de 2000 a 2016, com busca no Web of Knowledge e PubMed, resultando em 297 artigos inicialmente e 16 incluídos. A maioria (60%) focou na usabilidade geral de sistemas de telemedicina; 6,25% em robô de telepresença; 12,5% compararam consulta presencial com telemedicina; e 25% abordaram outros aspectos. Achados: alta satisfação do paciente em 31,25%, alta aceitação em 31,25%, coordenação de cuidados em 6,25%, confiança em 6,25%, privacidade e confiabilidade em 6,25%, e maior conveniência em 18,75%.
Limitações
O resumo não informa o desenho detalhado dos estudos incluídos, nem o tamanho da amostra, nem limitações específicas de cada estudo. A revisão conclui que há pesquisa limitada fornecendo avaliação de usabilidade científica e reprodutível nas várias etapas de desenvolvimento de sistemas de telemedicina.
Aplicação no consultório
Ao adotar telemedicina para pacientes geriátricos, o médico deve priorizar sistemas com avaliação de usabilidade que considere aspectos cognitivos, perceptivos e comportamentais dessa população. A alta satisfação e aceitação relatadas sugerem potencial, mas a falta de avaliações rigorosas recomenda cautela. A gestão do consultório pode incluir treinamento da equipe para auxiliar idosos no uso das plataformas e monitoramento da experiência do usuário.
Estudo citado
Designing Telemedicine Systems for Geriatric Patients: A Review of the Usability Studies. Telemedicine journal and e-health : the official journal of the American Telemedicine Association, 2017.
Autores: Narasimha S, Madathil KC, Agnisarman S, Rogers H, Welch B, Ashok A, Nair A, McElligott J.
DOI: 10.1089/tmj.2016.0178 · PubMed: PMID 27875667
Perguntas para aprofundar
- Quais características de usabilidade são mais importantes para pacientes geriátricos em telemedicina?
- Como a satisfação e aceitação da telemedicina por idosos foram medidas nos estudos revisados?
- Quais lacunas de pesquisa existem na avaliação de usabilidade de telemedicina para idosos?
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